quarta-feira, 18 de junho de 2008

Reflexões sobre a Nossa Consciência

Os Educadores, conscientes de seu papel social, precisam entender que seus direitos trabalhistas devem ser respeitados por todos, seja pelo poder público, seja pelos empresários privatistas da educação, seja pela sociedade em geral.

Atualmente os professores estão sendo desrespeitados e desvalorizados como profissionais. Não são oferecidos a eles os recursos necessários à sua prática diária, faltam materiais didáticos e pedagógicos, e a grande maioria dos professores tiram recursos de seu próprio bolso para preparar o material para seu aluno. É como se o magistério fosse um sacerdócio, um ofício que não precisa ser remunerado. Os baixos salários pagos para a categoria, e a falta de um piso salarial digno de quem cursou uma universidade, são grandes provas deste desrespeito.

Nosso grande mestre Paulo Freire em seu último livro "Pedagagia da Autonomia", nos diz que: “A luta em favor do respeito aos educadores e à educação que inclui a briga por salários menos imorais é um deve irrecusável e não só um direito. A luta dos professores em defesa de seus direitos e de sua dignidade deve ser entendida como um momento importante de sua prática ética. Não é algo que vem de fora da atividade docente, mas algo que dela faz parte”. Dessa forma, o combate em favor de nossa dignidade e de uma remuneração justa é inerente a prática docente.

Os professores precisam entender que são eles que devem lutar pelas melhorias nas condições de trabalho, por melhores salários e por uma educação pública de qualidade. Não adianta ficar reclamando e esperando o poder público fazer algo para mudar a Educação. São os professores que devem ter consciência de classe e consciência de LUTA!

O Professor que “cruza os braços” diante deste quadro de desrespeito e de baixos salários, que se omite, e que não luta para reverter a atual situação do ensino, não valoriza a si próprio e também não valoriza sua profissão. O discurso acomodado de que não há nada para fazer, não deve ser aceito, e sim combatido. Aqueles que pegam seu material e entram na sala para lecionar sem essa consciência, que viram as costas para os comanheiros que lutam, estão, no fundo, contribuindo para que toda uma categoria seja desrespeitada e desvalorizada.

Thais Maria Sperandio.

Este texto é fruto de reflexões durante a Greve dos Professores Estaduais de São Paulo, da qual participei ativamente.

2 comentários:

Jenny Horta disse...

Muita força pra vocês! São dois desafios: melhores condições e a união e auto-valorização da categoria...

Sérgio F. Lima disse...

Olá Thais1

Acho que a gradne maioria dos professoresw concordam com a preimssa de que *devemos lutar contra os baixos salários e más condições do trabalho deocente*...

Onde há muita divergência é n form a de luta.!


Pessoalmente acho que agreve nos moldes como tem sido feito nos últimos anos (suspensão das aulas) é, além de ineficiente, não pressiona (nem economicamente nem politicamente) os governantes!

Este é o ponto! Parte-se do pressuposto que a única forma de luta é a greve e quem é contra a greve é contra a luta!


Antes de pensarmos nas alternativas, temos que pensar na nossa organização!

Não dá mais pra esperar encontros presenciais para discussão e mobilização da categoria... logo alfabetização digital é uam estratégia de organização dos professores para os enfrentamentos na Era da Informação!


abração pra ti