segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Professores de SP terão prova para aumento salarial

Mais um nefasto exemplo da politica Neoliberal de Serra e do PSDB. A medida serve para dividir uma categoria, que já é dividida em efetivos, ACT´s da categoria F e L e eventuais. Quer criar uma "Elite" de professores, com altos salários, enquanto muitos continuarão a ganhar pouco, enfrentando salas superlotadas e sem condições mínimas de infra-estrutura. Veja a proposta, a seguir.

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A Secretaria da Educação de São Paulo lança amanhã um projeto de lei que vai modificar toda a evolução na carreira do magistério. Com a nova medida, os aumentos salariais dos professores --que são por tempo de serviço e aprimoramento de currículo-- passam a ser também por meio de provas. (informações da edição de 03/08/09, segunda-feira, da coluna de Mônica Bergamo da Folha).

De acordo com a colunista, as provas serão aplicadas a cada três anos e os 20% que alcançarem as melhores notas poderão ter aumentos de até 100% em pouco mais de uma década.

A proposta prevê a criação de cinco faixas salariais para os professores, que variam entre R$ 1.834 --inicial-- e R$ 7.000 --no fim de carreira. Quem for mal nas provas terá apenas os reajustes tradicionais.

Ainda segundo a colunista, a frequências em aulas e permanência na mesma escola também contam ponto ao professor. O projeto terá que ser aprovado pela Assembleia Legislativa, para entrar em vigor.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

GRIPE SUÍNA ADIA VOLTA AS AULAS EM VÁRIOS ESTADOS





O Governo Estadual de São Paulo, decidiu suspender as aulas, até dia 17 de agosto, devido a Gripe A (H1N1). Embora não tenha sido registrado nenhum caso na rede de ensino, a medida busca evitar a contaminhação e dissiminação do virus.
Conforma a LDB (Lei 9394/96) o calendário escolar deve ter 200 dias letivos, e dessa forma, as aulas devem ser repostas, para cumprimento da legislação. Vale ressaltar que o Conselho de Escola deve aprovar as alterações que venham a ocorrer no calendário escolar, que posteriormente deve ser homologado por orgão fiscalizador.
A medida é contestada por alguns epidemiologistas, que afirmam não haver necessidade para a suspenção das aulas. Por outro lado, o controle fugiu do controle governamental (Estadual e Federal) já que o virus circula livremente, posto que há casos contraidos no país, por pessoas que não viajaram exterior ou tiveram contato com quem retornou de viagens para outros países.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

MEC pagou R$ 257 milhões por escolas técnicas que não saíram do papel

da Folha Online

Escolas técnicas financiadas com dinheiro público, que deveriam atender alunos gratuitamente, viraram prédios vazios e faculdades privadas ou até edifícios nunca construídos. A conclusão é de fiscalização do Ministério da Educação, informa reportagem de Angela Pinho e Simone Iglesias na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

De 1999 a 2007, 98 entidades --sobretudo fundações e sindicatos-- receberam R$ 257 milhões, o que seria suficiente para erguer 50 escolas federais. O MEC constatou que apenas uma entidade cumpriu todo o contrato: a Fundação Iochpe, que atua em SP e no RS.

Outras 20 abriram vagas gratuitas, mas não na quantidade acordada. Nove delas já existiam antes dos repasses. As demais entidades tiveram irregularidades que, diz o órgão, vão do não oferecimento dos cursos à cobrança de mensalidade de 100% dos alunos.

O MEC fez auditoria e reconheceu que faltou fiscalização. Das escolas que receberam verbas, além das 30 escolas federalizadas, cinco passarão para Estados, 11 estão sob a gestão do Sistema S (Senai, Senar, Senac e Senat) e uma escola decidiu devolver o dinheiro. Para outra foi aberto processo de tomada de contas. Há ainda negociações em curso com outras escolas. As 20 que têm cursos gratuitos em número menor estão redefinindo suas metas com a União.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Escola usa professor para promover produto


Não dá pra entender.

Educação virando mercadoria!


Duas das maiores redes educacionais do país, a COC e Dom Bosco, oferecem seus docentes para ações de marketing que incluem distribuição de brindes na volta às aulas, segundo mostra reportagem do jornalista Daniel Bergamasco publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo o texto, as instituições enviaram ao mercado publicitário uma proposta de parceria na qual dizem que os professores --"promotores de sua marca"-- podem atuar em ações de merchandising nas portas de vestibulares nas quais distribuem brindes patrocinados (como chocolates, sucos e chicletes) e vestem camisetas com as marcas.

As escolas informam que não cobram nada e a proposta é a de agradar aos alunos e criar um envolvimento maior com as suas ações.

Os dois exemplos reforçam a tendência das escolas da cidade de São Paulo, que cada vez mais são alvo do chamado "marketing de guerrilha" de grandes anunciantes, interessados em promover ali produtos de apelo infanto-juvenil.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Conselho de Educação aprova fim de disciplinas no ensino médio

Da Redação - UOL Em São Paulo

O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou nesta terça-feira (30), em Brasília, a proposta do MEC (Ministério da Educação) de apoiar currículos inovadores para o ensino médio. Pelo projeto, será possível lecionar os conteúdos de maneira interdisciplinar, sem que sejam divididos nas tradicionais disciplinas como história, matemática ou química. O aluno também terá condições de escolher parte de sua grade de estudos.
A partir de 2010, cerca de cem escolas deverão receber financiamento da pasta para implantar mudanças curriculares com o objetivo de tornar a etapa de estudos mais atraente.
"Esperamos que essa proposta seja acompanhada e avaliada e possa se tornar uma política universal", disse a secretária de educação básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda.
De acordo com ela, a intenção é que o programa seja estendido e que todas as escolas que oferecem ensino médio possam adotar as mudanças curriculares. "Nossa intenção não é ter escolas modelos, mas que todas possam oferecer ensino de mais qualidade", disse o coordenador-geral do ensino médio da Secretaria de Educação Básica, Carlos Artexes Simões. Como funciona a ideia Pela proposta, o ministério financiará projetos de escolas públicas que privilegiem, entre outras mudanças, um currículo interdisciplinar e flexível para o ensino médio.
A intenção é que a atual estrutura curricular - organizada em disciplinas - seja substituída pela organização dos conteúdos em quatro eixos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura, para que os conteúdos ensinados ganhem maior relação com o cotidiano e façam mais sentido para os alunos. Outra mudança a ser estimulada é a flexibilidade do currículo: 20% da grade curricular deve ser escolhida pelo estudante.
O texto prevê o aumento da carga horária mínima do ensino médio - de 2,4 mil horas anuais para 3 mil - além do foco na leitura, que deve passar por todos os campos do conhecimento. A proposta estimula experiências com a participação social dos alunos e o desenvolvimento de atividades culturais, esportivas e de preparação para o mundo do trabalho.
Segundo Artexes, a partir das recomendações do CNE à proposta, o ministério terá condições de organizar o programa e apresentá-lo aos estados e ao Distrito Federal. "Nos próximos 40 dias, o ministério definirá o volume de recursos disponível para o programa e a forma de financiamento, se diretamente à escola ou se por meio de convênio com as secretarias estaduais", afirmou.

* Com informações da Assessoria de Imprensa do MEC

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Campanha salarial e educacional continua

Pressão da categoria garante ampliação no número de vagas

Mantendo a pressão sobre os parlamentares da base aliada e sobre o próprio governo, os professores conseguiram também que fosse alterada a duração do contrato temporário, de um para dois anos (combinando-se com a realização periódica dos concursos) e que fosse ampliado número de vagas para concurso, de 50 mil para 80 mil, conforme emenda proposta pelo deputado Roberto Felício.

Campanha salarial e educacional continua

Em todos os momentos deste processo, a categoria manteve-se em estado de mobilização permanente, com a realização de assembleias gerais em frente à Secretaria da Educação e, sobretudo, vigílias na Assembleia Legislativa. Também foram realizadas reuniões com a Secretaria da Educação. Na primeira delas, com presença do secretário, a Diretoria reafirmou as reivindicações, denunciou os problemas advindos dos projetos, entre eles, a rotatividade e a imposição de uma escolinha de formação, sobre a qual não há qualquer informação consistente. O Sindicato reforçou a necessidade de formação continuada a todos os profissionais da rede pública de ensino.

A pressão e a mobilização continuam pelo atendimento de todos os pontos da pauta da categoria, entre eles, 27,5% para repor as perdas acumuladas; garantia de 33% da jornada para atividade extraclasse; concurso público classificatório periódico em todos os níveis e disciplinas; novo Plano de Carreira; fim da superlotação das salas de aula; reajuste salarial para todos; incorporação de todas as gratificações, com extensão aos aposentados; fim da política de bônus e imediatas ações para prevenção à violência nas escolas. O Sindicato também fortalecerá a luta pelo reconhecimento social de toda a categoria.

Fonte: Apeoesp

Universidade Virtual de São Paulo é projeto irresponsável.

Por Azenha

Origem Rede Brasil Atual

Para professora da Faculdade de Educação da USP, Lizete Arelaro, projeto é irresponsável ao não ouvir ninguém contra a Univesp e ao prever formação a distância de educadores

Publicado em 24/06/2009

A Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) está ficando mais real do que gostariam alguns setores da academia. Ainda que esta semana o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) tenha decidido adiar o início do curso a distância de Licenciatura em Ciências da USP, previsto inicialmente para o segundo semestre, trata-se apenas de postergar os fatos.

Em nota, a Universidade informou que o começo dos trabalhos depende de estabelecimento de convênio específico com a Secretaria de Ensino Superior “que garanta o financiamento das atividades e da infraestrutura necessária para seu desenvolvimento com vistas à qualidade que permeia os cursos de graduação”.

Em momento algum o comunicado fala que a USP abriu mão do projeto da Univesp, reivindicação apresentada por professores, funcionários e alunos em greve. Mais do que isso, a Secretaria de Educação Superior confirmou à Rede Brasil Atual que o edital com o processo de seleção para o curso de Pedagogia da Unesp será lançado em agosto e as aulas podem começam em setembro – o Núcleo de Educação a Distância da Unesp, no entanto, pondera que não há pressa e que as aulas só terão início quando estiverem contempladas todas as necessidades. Haverá ainda uma especialização em Ética, Valores e Saúde na USP Leste.

Para a professora Lisete Arelaro, da Faculdade de Educação da USP, a Univesp corresponde a uma lógica de ensino do PSDB que tem muita força desde o governo Fernando Henrique Cardoso. Ela ressalta uma tentativa evidente de privilegiar oligopólios privados no setor e a Universidade Virtual encaixa-se nesse caminho como uma espécie de aval para que as faculdades particulares formulem seus cursos a distância.

A maioria dos críticos do projeto destaca que o correto seria que o ensino não-presencial fosse meramente um complemento dos debates em sala de aula. “É uma irresponsabilidade que efetivamente a gente comece por aquilo que uma maioria da área de educação tem uma clareza, qualquer professor sabe que a formação inicial é fundamental na atuação de um jovem”, afirma Lisete Arelaro.

Como muitas das leis da gestão José Serra, a Univesp foi criada por decreto, o que gera novas críticas devido à falta de diálogo, problema que seguiu existindo nas discussões sobre a condução do projeto. O Comitê Diretivo da Univesp é constituído por 25 pessoas, todas elas integrantes das secretarias de Educação ou de Ensino Superior, reitores e pró-reitores das universidades estaduais e presidentes de fundações.

Para a professora da USP, “essa discussão é precipitada, sem estudos que fundamentem uma posição. Não temos nenhuma situação no estado de são Paulo, estado que tem o maior número de professores titulados, que justifique você abrir um curso com milhares de vagas a distância”. A docente critica também a existência de tutores que serão responsáveis pela condução de diversas disciplinas: “estamos instalando a polivalência no ensino superior sem discutirmos o que isso significa. Como se de repente tivéssemos adquirido competência para falar de Sociologia, Psicologia, História da Educação, Financiamento, tudo isso num mesmo nível. É um equívoco. É importante dizer que os países avançados nunca adotaram formação inicial a distância”.

Para o governo estadual, a Universidade Virtual é uma possibilidade única de ampliação de vagas no ensino superior e de formação de professores. Um dos argumentos é justamente a debilidade do estado em formar docentes para a educação básica. No anteprojeto da Univesp está pontuado que, como São Paulo tem 60 mil professores do ensino básico apenas com ensino médio completo, “fica clara a queda de rendimento da aprendizagem dos alunos da Educação Básica do estado de São Paulo quando comparados a dados gerais brasileiros e mesmo em comparação a outros estados”.

Dentro deste argumento há outro que é a necessidade de formar profissionais para áreas em que exista um déficit. Para Lisete Arelaro, é impossível entender o critério pelo qual as universidades estaduais paulistas aceitam formar profissionais a distância. “Nos estudos estatísticos e em todos os concursos realizados no estado de são Paulo, nunca faltou pessoal qualificado para dar aula. Tem um problema que o governo do estado faz questão de desconhecer que é o baixo salário. Não é estimulante para o jovem ir para a rede pública porque ele ganha extremamente mal e ele tem opções muito mais interessantes”, afirma.

15 mil professores perderão o cargo em 2011

Clipping Educacional - do Agora

Os professores temporários da rede estadual que foram contratados depois de 1º de junho de 2007 terão que deixar seus cargos no fim de 2011. Isso ocorre porque foi aprovado anteontem, na Assembleia Legislativa, um projeto de lei que prevê o tempo máximo de dois anos de trabalho para docentes temporários contratados a partir de junho de 2007.

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, porém, o prazo de dois anos para esses temporários só vai começar a contar a partir do momento em que os profissionais fizerem um prova de avaliação de desempenho, o que está previsto para acontecer até o final deste ano.

O Agora apurou que são cerca de 15 mil professores na rede que estão nessa condição.

Após o fim do contrato, o professor temporário será obrigado a passar por um período de "quarentena" de 200 dias para se tornar apto novamente a concorrer a uma nova vaga na rede pública.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Preconceito piora desempenho de alunos, diz pesquisa

MARIANA BARROS
da Folha de S.Paulo

Alunos zombando de outros alunos, de professores ou de funcionários do local onde estudam é, mais do que brincadeira de mau gosto, sinal de pior rendimento escolar.

Uma pesquisa realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) a pedido do MEC (Ministério da Educação) demonstrou que, quanto mais preconceito e práticas discriminatórias existem em uma escola pública, pior é o desempenho de seus estudantes.

Entre as experiências mais nocivas vividas por esses jovens está o bullying, que é a humilhação perante colegas por motivo de intolerância.

As consequências na performance estudantil são mais graves quando as vítimas de zombaria são os professores. Entre os alunos, os principais alvos são, respectivamente, negros, pobres e homossexuais.

Para chegar a essa associação entre o grau de intolerância e o desempenho escolar, o estudo considerou os resultados da Prova Brasil de 2007, exame de habilidades de português e matemática realizado por quem cursa da 4ª à 8ª série do ensino fundamental da rede pública.

A conclusão foi que as escolas com notas mais baixas registraram maior aversão ao que é diferente. O MEC não informou que medidas pretende tomar a respeito dessa constatação.

"A conjectura que podemos fazer é que o bullying gera um ambiente que não é propício ao aprendizado", afirma o economista José Afonso Mazzon, coordenador da pesquisa.

"Não é uma questão de política educacional, mas de governo, de Estado. O indivíduo que nasce negro, pobre e homossexual está com um carimbo muito sério pela vida toda", diz Mazzon, para quem o preconceito vem normalmente da própria família. "Para alterar uma situação como essa acredito que levará gerações."

Foram entrevistadas 18.600 pessoas, entre alunos, pais, diretores, professores e funcionários de 501 escolas de todo o Brasil. Entre os estudantes, participaram da pesquisa os que cursam a 7ª ou a 8ª série do ensino fundamental, a 3ª ou a 4ª série do ensino médio e o antigo supletivo, o EJA (Educação para Jovens e Adultos). Do total estudantil, 70% têm menos de 20 anos.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u582787.shtml

domingo, 14 de junho de 2009

Dimenstein - Continua um grande idota.


CARTA ENVIADA À FOLHA DE S.PAULO

Mais uma vez Gilberto Dimenstein ataca os professores e a APEOESP. O título de sua coluna no domingo, 07/06, explica de que lado está, ao alinhar-se aos empresários contra os sindicalistas.
Em seus textos, Dimenstein deixa clara sua identificação com os interesses privados na gestão educacional e seu incondicional apoio às políticas educacionais fragmentárias e autoritárias implementadas nos últimos 14 anos no estado de São Paulo.
Não reconhecemos no “articulista” autoridade para nos dar lições. Somos nós, professores, quem mais lutamos pela escola pública, pois vivemos e sofremos com nossos alunos seu cotidiano de abandono, violência, imposições, falta de recursos e, pior que tudo, falta de reconhecimento. São mazelas que senhor Dimenstein finge ignorar, em sua tarefa de ajudar o partido pelo qual nutre indisfarçável simpatia a tentar desmoralizar os professores e o nosso Sindicato.

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP
Membro do Conselho Nacional de Educação

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Formação de professores proposta por governo paulista é irracional, avalia pesquisador

Para refletir sobre o novo pacote para a educação paulista, o Observatório da Educação entrevistou o professor Elie Ghanem, da Faculdade de Educação da USP.

No início de maio, o governo de São Paulo anunciou medidas que incluem a abertura de 50.000 cargos efetivos para professores da rede estadual, a criação de jornadas de trabalho de 12 e 40 horas, e a constituição da Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo para ‘formar’ os docentes aprovados no concurso, dentre outras.

Fonte: Observatório do Observatório da Educação

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Professores de SP adiam Greve

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram, em assembleia realizada na tarde de quarta-feira (3), não entrar em greve como estava programado para acontecer a partir de ontem. A categoria decidiu permanecer mobilizada e deve realizar uma nova assembleia e paralisação no dia 16 de junho.

Segundo a presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Maria Izabel Azevedo Noronha, a categoria decidiu manter as atividades devido aos compromissos do calendário escolar com a proximidade do recesso do mês de julho. Mas ela não descarta a instauração de greve. "Se não tiver reajuste salarial vai ter greve sim", destaca Maria Izabel.

A categoria reivindica um reajuste de 27,5% e a retirada da Assembleia Legislativa de dois projetos de lei, de autoria do governador José Serra (PSDB), que modificam a forma de contratação dos docentes das escolas estaduais.

Ontem (3), uma audiência pública reuniu professores na Assembleia Legislativa de São Paulo para discutir os projetos. Segundo Maria Izabel, a categoria expôs alguns dos problemas nos projetos. O secretário da educação também participou da audiência.

O Projeto de Lei Complementar 19/2009 determina que os professores temporários que entraram na rede depois de junho de 2007 terão contratos limitados a 12 meses. Depois disso, eles não poderão assumir funções no Estado por 200 dias. Os professores que entraram antes da data estão protegidos pela regulamentação da previdência estadual e, por isso, têm estabilidade.

Para o sindicato, o projeto prejudicará 20 mil dos 80 mil temporários e aumentará a rotatividade de professores, prejudicando ainda mais a qualidade do ensino público.

Já o Projeto de Lei Complementar 20/2009 afirma que professores que prestarem concursos públicos terão, depois de aprovados, que fazer um curso de formação de quatro meses e uma nova prova. Somente os melhores colocados nesta segunda avaliação poderão assumir as funções. Nos quatro meses, os docentes receberão 75% do salário.

Para o sindicato, depois de passarem no concurso, os professores já estão aptos para exercer suas funções e não precisam fazer uma nova prova.

fonte: folha on line

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Estudo mapeia violência em escolas públicas de Ribeirão Preto (SP)

da Folha de S.Paulo, em Ribeirão Preto.

Numa escola, a diretora negocia com alunos para evitar depredações. Em outra, 72% dos estudantes dizem ser vítimas de bullyng. Em mais uma, 71% dos professores afirmam ter baixa autoestima.

Os cenários constituem um retrato de escolas públicas da região de Ribeirão Preto feito pelo Observatório da Violência e Práticas Exemplares da Universidade de São Paulo.

Entre 2007 e 2008, 30 pesquisadores ligados ao Observatório analisaram e praticaram ações de intervenção nas unidades de ensino. Após a experiência, fizeram relatórios que serão reunidos num livro sobre violência nas escolas dessa região do interior.

Um dos casos, ocorrido na escola Professora Glete de Alcântara, na periferia da cidade, fez a pesquisadora Márcia Batista comparar o episódio a situações vividas em presídios. Isso porque a direção da escola precisou negociar uma maneira de evitar as depredações.

Em troca da ordem, oferecia cachorro-quente aos alunos num dia da semana, por exemplo.

A dirigente regional de ensino de Ribeirão, Gertrudes Aparecida Ferreira, diz que as considerações sobre a Glete de Alcântara são carregadas de 'uma certa dose de exagero'.

A dirigente afirmou desconhecer qualquer tipo de negociação com os alunos para evitar depredações.

Todos para a assembleia estadual - contra os PLC´s 19 e 20

Dia 29 de Maio, sexta feira, as 14 horas haverá Assembleia Estadual da Apeoesp, e ato unificado com o funcionalismo público.
Contra os PLC´s 19 e 20; pois não aceitamos contratos precários, redução salarial e retirada de direitos.
Exigimos respeitos e queremos valorização.
Bônus é enganação; aumento salarial para todos é a solução.

Todos a Luta!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

"Qualidade de ensino vai decair com pacote de Serra", afirma sindicalista

Por Camila Souza Ramos

Revista Fórum.

A partir do dia 29 deste mês, professores da rede estadual de ensino irão paralisar suas atividades para pressionar o governo do estado a retirar os Projetos de Lei Complementar (PLCs) que alteram regras na contratação dos professores. Na terça feira dia 12, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) se reuniu com o secretário de Educação, Paulo Renato de Souza, para discutir o tema.

Uma das propostas do governo é obrigar os professores contratados por concurso a realizarem um curso de quatro meses, afastando-se de seus empregos e recebendo menos. Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp, afirma que a medida representa um gasto desnecessário de verbas públicas, e defende a formação continuada durante o estágio probatório, que é a formação continuada do funcionário público durante um determinado período.

Outra proposta criticada pelo sindicato é a nova forma de contratação dos admitidos em caráter temporário, limitando sua atuação a 200 dias. Para Maria Izabel, essa medida “estabelece, na prática, a rotatividade, que eles tanto combatem. A qualidade do ensino, nesses termos, vai ladeira abaixo”.


Leia a íntegra da entrevista com a presidente da Apeoesp

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ministério Público vai apurar compra de livros com palavrões em SP

da Folha de S.Paulo

O Ministério Público Estadual de São Paulo vai investigar a compra de livros com palavrões e temática sexual que foram enviados pelo governo a escolas estaduais.
O inquérito vai apurar quanto foi gasto com a obra e o responsável pela compra.
Se comprovado mau uso de recurso público, o órgão pedirá à Justiça que exija a devolução dos recursos.
A Secretaria da Educação disse que prestará todos os esclarecimentos solicitados.

Livros
Os livros foram distribuídos pela Secretaria Estadual da Educação de São Paulo como material de apoio a alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de nove anos).
O governo José Serra (PSDB) reconheceu o erro na distribuição dos 1.216 exemplares e determinou o recolhimento das obras.
Esta não é a primeira vez que a educação estadual se equivoca em relação aos livros distribuídos a alunos. Em março deste ano, a Secretaria da Educação foi duramente criticada por professores da rede estadual por causa de erros em 500 mil livros didáticos distribuídos.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Mais uma vez está "estampada" a incompetencia da SEE-SP.


Mais uma vez está estampada e impressa a incompetência da SEE-SP e do PSDB na gestão das escolas públicas.
A SEE enviou para todas as 3ª séries do ensino fundamental livros com palavrões; piadas com conotação sexual; e de duplo sentido. Suas figuras são racista e machista.
É uma incompetência imensa gastar dinheiro público para financiar um material que não é didático e nem pedagógico.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

solidários a colegas, alunos depredam escola onde estudou governador José Serra

José Serra, a culpa é sua!
No seu tempo não Era assim porque o PSDB não estava a tanto tempo no poder.

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15 de Maio de 2009 Estudantes do colégio Firmino de Proença, onde estudou o governador Serra, quebraram vidraças e cadeiras após apreensão de amigos
fonte: Folha de São Paulo (15.05.2009)
Laura Capriglione e Talita Bedinelli

A polícia afirma que foi acionada porque os alunos estariam "passando drogas" no banheiro da escola; nada foi encontrado com eles

Um tumulto envolvendo PMs e alunos da Escola Estadual Professor Antônio Firmino de Proença, na Mooca (zona leste de SP), terminou ontem com dois adolescentes na delegacia, 47 vidraças, 25 cadeiras, 27 mesas, quatro lixeiras e um banco quebrados.

A escola tem em seu rol de ex-alunos o governador José Serra (PSDB). Já foi considerada uma das melhores de São Paulo - era famosa pelo forte ensino de ciências exatas. Nela, estudam 1.780 alunos- 700 deles no turno da manhã.

A onda de violência começou pouco depois das 10h30, quando os alunos Bruno, 16, e Ricardo (nomes fictícios), 14, saíram da escola escoltados por dois soldados da PM. Foi o vice-diretor, Renato Santo Trevelato Júnior, 38, quem chamou os policiais para retirá-los.

Os jovens saíram chorando, resultado do gás de pimenta lançado pelos policiais (segundo a PM, o gás foi usado porque os dois se recusaram a sair do local). As lágrimas e os olhos vermelhos, testemunhados por colegas, geraram a rebelião.

Meninos e meninas da 8ª série do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, acreditando que os amigos tinham sido espancados pelos PMs, começaram a depredação. Conseguiram suspender as aulas.

O episódio lembrou a rebelião estudantil que, há seis meses, destruiu a Escola Estadual Amadeu Amaral. Ambos os colégios situam-se na zona leste, são tradicionais representantes do ensino público (o Amadeu completou 100 anos; o Firmino é de 1946).

O vice-diretor Trevelato disse na delegacia que chamou a ronda escolar para retirar os dois alunos porque eles estavam proibidos de entrar no prédio "fora do período regular de aulas". Bruno é aluno do 1º ano do ensino médio noturno e Ricardo, da 7ª série da tarde.

Os dois dizem que estavam na escola para usar um dos 30 computadores ligados na internet. Afirmam que foram abordados pelo vice-diretor quando estavam no banheiro e que pretendiam voltar para a sala de informática ou ir para a quadra, assistir à aula de educação física das meninas.

O subcomandante do 45º Batalhão da PM, Daniel Ignácio, disse que a polícia foi chamada porque os alunos estariam "passando drogas" no banheiro da escola. Mas, apesar de os dois terem sido surpreendidos, não foi encontrada qualquer substância ilegal com eles.

No 8º Distrito Policial, do Brás/Belém, para onde os rapazes foram encaminhados, o vice-diretor da Firmino de Proença recusou-se a dar entrevista à Folha. Em vez disso, fez sinal à polícia para que afastasse a reportagem de si.

Adolescentes que se aglomeravam na porta da escola ontem no início da tarde acusavam Trevelato de xingá-los e de ofender seus familiares. "Ele fala que o lugar das meninas é na esquina, quando alguma vai sem uniforme; puxa as orelhas dos meninos", diziam.

A Secretaria da Educação não calculou o prejuízo causado pelo tumulto. Além dos dois alunos que foram para a delegacia e liberados ontem mesmo, outros três foram identificados como participantes da confusão. As aulas devem ser retomadas hoje.

O governador José Serra relembrou, na Folha, que "...no meu tempo não tinha isso" (passado). Só que no seu tempo atual e atuando como governador do estado mais importante da nação, a realidade é completamente outra. Estamos assistindo, depois de 14 anos do PSDB na educação pública de São Paulo, a plena decadência do ensino e muito pouco tem feito para resolver a situação caótica em que se encontra o mesmo. A entrada de Paulo Renato, como mostra a presença constante de secretários municipais de ensino, dirigentes das DE etc. mostra muito bem que, daqui para frente, o que for realizado dentro da SEESP será apenas para alavancar a candidatura do atual governador à presidência da república.

fonte: http://e-educador.com/

EDUCAÇÃO MALTRATADA: PROFESSORES PRECARIZADOS O eventual tapa-buracos

O Professor eventual é um sub-produto perverso do PSDB.
Já Chega!
Precisamos ser valorizados.
Chega de Trabalho precarizado !
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Por Beatriz Rey

Às 23h de uma quarta-feira do mês de março, o professor Carlos Alberto Pires Guimarães, 25 anos, saía da EE Pereira Barreto, na Lapa, e iniciava uma jornada de uma hora e meia até a sua casa – a pé. Chamado de última hora para substituir um professor, ele deu sete aulas naquela dia, mas só será pago por elas, segundo ele, no mês de maio. “O que eu quero saber é se o ônibus espera para receber o dinheiro da passagem e se o estômago espera para comer”, questiona Carlos, que é formado em biologia há dois anos, mas já chegou a lecionar matemática, também substituindo um professor.

Relatos como este ajudam a visualizar, mesmo que de maneira fragmentada, o perfil do professor eventual da rede estadual de São Paulo. O professor eventual é aquele que, na cadeia da carreira docente, vem depois do efetivo e do contratado em caráter temporário. Ele é um dos exemplos vivos de como ainda há professores em situações de extrema precariedade no Brasil. Mais: de como a universalização do ensino deu conta apenas da quantidade – qualidade ainda é, infelizmente, um objetivo a ser alcançado no sistema educacional do país.

A discussão sobre os temporários foi levantada após a instituição da prova seletiva para os temporários pela secretaria estadual de Educação de São Paulo. Os candidatos com a melhor classificação usariam a nota como um dos critérios para atribuição de aulas em 2009. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), indignado, moveu uma ação civil pública contra o Estado, alegando irregularidades na avaliação, já que algumas diretorias de ensino teriam vazado o gabarito da prova. No fim das contas, a juíza Maria Gabriela Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara Cível, determinou a suspensão da prova, por considerar que ela desprestigiava os professores mais antigos, especializados nas disciplinas em que lecionam.

O que fugiu da cobertura da mídia nesse caso foi, em primeiro lugar, a diferença que existe entre o professor contratado em caráter temporário e o eventual. O contrato do primeiro começa no início do ano letivo e dura até a próxima atribuição, no outro ano. Depois, se ele não consegue obter aulas na atribuição, é desligado da rede estadual e tenta ser contratado novamente (como eventual, inclusive). O segundo fica à mercê da ausência inesperada e, muitas vezes, pontual de um professor de uma disciplina. Ele recebe por aulas dadas.

De acordo com a secretaria estadual de Educação de São Paulo, há 90 mil professores temporários na rede, mas não há distinção entre os temporários e os eventuais. “O eventual é um professor que está lá para eventuais faltas. O problema é que o sistema tem muitas faltas. Ele é um tapa-buracos”, aponta Thaís Bernardes, assessora do projeto Nossa Escola Pesquisa a sua Opinião, da ONG Ação Educativa. O presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) usa outra palavra para a condição de eventual: grotesca. “Além de contribuir com a baixa qualidade da educação, a existência desses profissionais contribui para a depreciação de outros professores: há pessoas dispostas a trabalhar em quaisquer condições. Há um exército reserva que enfraquece o poder de reivindicação dos efetivos”, pondera.

Beatryz Reis é jornalista
fonte:http://carosamigos.terra.com.br/

Professor temporário é produto perverso de José Serra

Por marilene felinto

Metade dos professores da escola pública paulista não existe – são aparições temporárias, que perambulam de uma periferia a outra, lugares aos quais não pertencem e com os quais não lhes dão tempo de criar vínculo. Manter estes cem mil cidadãos na incerteza trabalhista (são contratados sem concurso público) e no modo de vida nômade que não escolheram, tratá-los como peças de um jogo sem regras, expor todos ao ridículo e desqualificá-los mediante seus colegas profissionais e mediante a sociedade foi o ato mais recente da criminosa “política educacional” do governo de José Serra em São Paulo.

Pior educação pública que a paulista não há no país – e ela é a cara do tucanato (o PSDB), é a obra máxima do descompromisso com a coisa pública quando se trata do interesse da maioria da população pobre. Estes governos afinados com a classe dominante, como os oito anos de Fernando Henrique Cardoso na presidência da República (1995-2002) ou os quase quinze anos em que o grupo de José Serra infesta o Estado de São Paulo deram golpes de morte na educação pública.

Em dezembro último, a Secretaria Estadual de Educação de SP aplicou uma prova ao professorado temporário da rede estadual para utilizar a nota como critério classificatório na atribuição de aulas deste ano letivo de 2009, uma armadilha para demitir milhares de professores que os próprios governos tucanos de Serra e sua turma contrataram em condições de absoluta precariedade e com os quais não sabem o que fazer. A prova, mal elaborada, cheia de questões visivelmente erradas, avaliaria o conhecimento dos professores sobre a proposta curricular da Secretaria. Concorreram com os quase cem mil temporários outros milhares de novos candidatos a lecionar na rede pública, professores recém-formados. Na concorrência desleal, muitos dos temporários perderiam para os novos seus empregos e um mínimo de direitos conquistados. O professorado recorreu à Justiça e ganhou a causa. A Secretaria de Educação de Serra, por seu lado, não teve dúvida: saiu divulgando na mídia serrista (em São Paulo, especialmente os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo e as redes de TV) a “nota zero” atribuída a centenas de professores na tal prova, incluindo neste número as tantas centenas de professores que entregaram a prova em branco, em ato de protesto. Uma desonestidade, uma manipulação flagrante dos resultados.

A “proposta curricular” da gestão Serra para a educação pública não passa disso: culpabilizar o professor pelo fracasso da política educacional cada vez mais perversa conduzida pelo tucanato em São Paulo. Para que gastar dinheiro com os pobres contratando professores por concurso público? Para que oferecer uma escola de qualidade aos filhos dos pobres?

Certamente não é aos elitistas do PSDB que isso interessa. E ainda que caiba ao governo paulista avaliar seu professorado, ainda que fosse numa avaliação justa, e ainda que o professor tirasse nota zero, ainda assim a culpa deveria recair sobre os governos do PSDB em São Paulo e por aí afora: os professores que zerassem seriam os mesmos formados nas faculdades particulares de quinta categoria (faculdades para pobres), abertas feito barracas de camelôs na gestão do ex-ministro da Educação do governo Fernando Henrique, o hoje deputado Paulo Renato Souza. Nota zero mesmo é a esta gente.

Há tempos que ser professor tornou-se profissão penosa, desonrada, sem nenhum reconhecimento social, ainda mais na escola pública – sintoma dessa grave doença da injustiça social brasileira, nos quadros da qual estudar, educar-se, formar-se virou um culto requintado, apenas para quem pode. Ora, se antes professor era uma figura eterna... Mesmo quando, antes, aprender as letras era com caco de telha riscando o chão, pedaço de tijolo, tudo vermelho-alaranjado no piso de cimento cinzento das calçadas da rua. Aprender letra cursiva era com a mão grande de dona Helena, com a voz mansa de dona Cremilda. Quem nunca teve um amor qualquer por um doce professor ou professora? Essas minhas podem ter desaparecido no tempo, dona Helena e dona Cremilda – uma do jardim de infância, outra do primeiro ano (antigo primário) –, desaparecidas como os riscos de telha lavados pela chuva na calçada. Só nunca saíram da minha cabeça, da memória da importância monstruosa que tiveram na minha vida. Paulo Freire, o educador, também contava: “Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, à sombra das mangueiras, com palavras do meu mundo e não do mundo maior dos meus pais. O chão foi o meu quadro-negro; gravetos, o meu giz”.(1982) Educação também é isso, lembrança para sempre. Temporários (e tomara extintos logo) devem ser os governos perversos da gente do PSDB.

Marilene Felinto é escritora. marilenefelinto@carosamigos.com.br

Fonte:http://carosamigos.terra.com.br/