quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Lei Complementar 444/85 - artigo 95 - Delibera sobre o Conselho Escolar

Lei Complementar 444/85

Artigo 95 – O Conselho de Escola, de natureza deliberativa, eleito anualmente durante o primeiro mês letivo, presidido pelo Diretor da Escola, terá um total mínimo de 20 (vinte) e máximo de 40 (quarenta) componentes, fixado sempre proporcionalmente ao número de classes do estabelecimento de ensino.

§ 1º – A composição a que se refere o ”caput” obedecerá a seguinte proporcionalidade:

I – 40% (quarenta por cento) de docentes;

II – 5% (cinco por cento) de especialistas de educação excetuando-se o Diretor de Escola;

III – 5% (cinco por cento) dos demais funcionários;

IV – 25 % (vinte e cinco por cento) de pais de alunos;

V – 25% (vinte e cinco por cento) de alunos;

§ 2º – Os componentes do Conselho de Escola serão escolhidos entre os seus pares, mediante processo eletivo.

§ 3º – Cada segmento representado no Conselho de Escola elegerá também 2 (dois) suplentes, que substituirão os membros efetivos em suas ausências e impedimentos.

§ 4º – Os representantes dos alunos terão sempre direito a voz e voto, salvo nos assuntos que, por força legal, sejam restritos ao que estiverem no gozo da capacidade civil.

§ 5º – São atribuições do Conselho de Escola:

I – Deliberar sobre:

a) diretrizes e metas da unidade escolar;

b) alternativas de solução para os problemas de natureza administrativa e pedagógica;

c) projetos de atendimento psico-pedagógicos e material ao aluno;

d) programas especiais visando à integração escola-família-comunidade;

e) criação e regulamentação das instituições auxiliares da escola;

f) prioridades para aplicação de recursos da Escola e das instituições auxiliares;

g) a indicação, a ser feita pelo respectivo Diretor de Escola, do Assistente de Diretor de Escola, quando este for oriundo de outra unidade escolar;

h) as penalidades disciplinares a que estiverem sujeitos os funcionários, servidores e alunos da unidade escolar;

II – Elaborar o calendário e o regimento escolar, observadas as normas do Conselho Estadual de Educação e a legislação pertinente;

III – Apreciar os relatórios anuais da escola, analisando seu desempenho em face das diretrizes e metas estabelecidas.

§ 6º – Nenhum dos membros do Conselho de Escola poderá acumular votos, não sendo também permitidos os votos por procuração.

§ 7º – O Conselho de Escola deverá reunir-se, ordinariamente, 2 (duas) vezes por semestre e, extraordinariamente, por convocação do Diretor da Escola ou por proposta de, no mínimo, 1/3 (um terço) de seus membros.

§ 8º – As deliberações do Conselho constarão de ata, serão sempre tornadas públicas e adotadas por maioria simples, presentes a maioria absoluta de seus membros.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Conselho Escolar Ativo – Caminho para a Gestão Democrática da Escola.

O Conselho Escolar tem a função de contribuir para que a escola cumpra a sua função social, que é educar, construindo cidadãos conscientes e participativos. E, dessa forma o Conselho Escolar se torna um dos principais instrumentos para que as escolas tenham uma Gestão Democrática.

O Conselho Escolar é um órgão colegiado, com poder de deliberar as decisões tomadas pelo conjunto. É um espaço coletivo, onde os diferentes segmentos da comunidade escolar (professores, alunos, funcionários, pais e a comunidade) estão representados e têm voz e voto. É uma instância que busca soluções, sendo também local de reflexão séria e rigorosa, onde se devem evitar ações sem fundamentos, ou posições preconceituosas.

A função dos Conselheiros Escolares não é promover a exclusão, mas sim contribuir para incluir socialmente e pedagogicamente todos os alunos. Portanto o conselho de escola não deve ser apenas um instrumento para “dar transferência compulsória” aos alunos indisciplinados, que não se “enquadram”.

Há conselhos que somente são convocados quando há problemas indisciplinares que não conseguem ser resolvidos pela direção da escola. Esta forma de utilizar o conselho é ainda muito comum e bastante freqüente nas unidades escolares. Assim, o conselho de escola, que tem funções mais nobres e mais complexas, acaba não sendo utilizado como poderia ser, deixando de cumprir seus verdadeiros objetivos.

A discussão coletiva, a reflexão sobre o cotidiano escolar, o debate sobre os problemas e as prespectivas escolares servem de suporte para buscar alternativas que possam interferir e mudar a realidade da escola, avançando e melhorando o processo de ensino-aprendizagem dos alunos, principalmente daqueles que apresentam maiores dificuldades e que muitas vezes acabam ficando excluídos no processo escolar.

Os membros do conselho são os responsáveis em acompanhar e fiscalizar se as decisões tomadas estão sendo respeitadas e cumpridas por todos. Têm ainda, o papel de:

· Fiscalizar como os recursos estão sendo aplicados e se as finanças estão em ordem;

· Zelar pelas atividades educativas;

· Buscar as raízes dos problemas de indisciplina e de relacionamento (professor-aluno) e apresentar soluções;

· Promover a prática da Democracia e da Solidariedade.

Sendo assim, quando se tem na Unidade Escolar um Conselho de Escola forte e ativo pode-se melhorar e avançar na qualidade do ensino, e construir uma escola mais justa e igualitária.

Portanto, será somente fortalecendo o Conselho Escolar que se poderá avançar nos princípios da Gestão Democrática das Escolas.

Thaís Maria Sperandio.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Gestão Democrática das Escolas


Há 10 anos, o MEC lançou propostas claras que norteiam a Gestão Democrática nas Escolas. Até agora, pouco se avançou nesta direção, posto que muitas escolas ainda são administradas de forma centralizada e autoritária, na figura da direção escolar (e seus escolhidos).

A Gestão Democrática é formada por alguns componentes básicos: Constituição do Conselho Escolar; Elaboração do Projeto Político-Pedagógico de maneira coletiva e participativa; definição e fiscalização da verba da escola pela comunidade escolar; divulgação e transparência na prestação de contas; avaliação institucional da escola, professores, dirigentes, estudantes, equipe técnica; eleição direta para diretor(a).

Mudanças profundas são essenciais para que as Escolas Públicas passem a ser administradas sem centralismos e autoritarismos. É preciso avançar nos princípios da Gestão Democrática que elenco aqui:
  • Descentralização: A administração, as decisões, as ações devem ser elaboradas e executadas de forma não hierarquizada.
  • Participação: Todos os envolvidos no cotidiano escolar devem participar da gestão: professores, estudantes, funcionários, pais ou responsáveis, pessoas que participam de projetos na escola, e toda a comunidade ao redor da escola.
  • Transparência: Qualquer decisão e ação tomada ou implantada na escola tem que ser de conhecimento de todos.
Esses princípios são essenciais para uma Gestão Democrática Escolar. Não Se pode tratar algo Público com interesses privados. E as Escolas Públicas também não são empresas para serem administradas como tal! Chega de hipocrisia!

Quem vai pagar pela falência da Escola Pública?
(Aposto que serão os filhos da classe trabalhora!)

Ainda não se vê eleição para diretor(a) de escolas, mesmo com orientações do MEC e com base na Legislação (LDB) - Lei 9394/96.

Será preciso mais 10 anos para poder avançar na consolidação desses princípios tão nobres e éticos?
Ou a Barbárie continuará e se instalará por completo dentro das Escolas públicas deste país?!?

FONTE:
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação a Distância. Salto para o Futuro: Construindo uma escola cidadã, projeto político-pedagógico. Brasília: SEED,1998.

domingo, 30 de novembro de 2008

Greve dos Professores Gauchos continua...

A greve dos professores e funcionários de escolas chegou ao seu 13º dia com a realização de uma grande marcha, nessa quarta-feira (26/11), partindo da sede do CPERS ao Palácio Piratini. O ato é a demonstração da resistência dos trabalhadores frente ao autoritarismo de Yeda Crusius e Mariza Abreu (a secretária de educação), que não negociam com os grevistas e cortaram o ponto dos professores e funcionários paralisados. Cerca de três mil manifestantes, mulheres em sua maioria, coloriram mais uma vez as ruas do centro de Porto Alegre com suas bandeiras.

A greve é a resposta dos trabalhadores ao projeto de piso do governo estadual, que retira direitos, prejudica o plano de carreira dos trabalhadores e rebaixa os salários em relação ao piso federal, que Yeda se recusa a implantar. Uma vez tendo em mãos a carta compromisso assinada por diversos deputados estaduais, assegurando que não votarão nesse ano o projeto de Yeda e Mariza, a reivindicação para o fim da greve é simples: negociação dos dias paralisados. Os professores propõem a recuperação total das aulas, mas o governo Yeda quer punir os trabalhadores que lutam e insiste em cortar os salários, mesmo com a recuperação.

No encerramento da manifestação, um ato que, embora fúnebre, empolgou os trabalhadores mobilizados. Foi realizado o enterro simbólico da corrupção instalada no Estado pelo governo Yeda. Entre outras características desta gestão, foram enterradas a enturmação, a multisseriação, a falta de professores, os 26% do orçamento para a educação, os 143% de aumento para a governadora, o aumento de 89% para secretários e alguns CCs, o corte de ponto dos educadores, a falta de democracia, a compra ainda não explicada da mansão da governadora e as bombas contra o povo organizado em defesa de seus direitos.

Fonte: Conlutas

domingo, 16 de novembro de 2008

PROFESSORES GAÚCHOS EM GREVE!


A pouco mais de um mês para o final do ano letivo, professores do Rio Grande do Sul deflagraram greve nesta sexta-feira pela adoção do piso nacional de R$ 950 para a rede pública. A paralisação poderá atingir 1,3 milhão de estudantes das 2.686 escolas estaduais. Os grevistas percorreram as ruas do centro de Porto Alegre e realizaram ato público em frente ao Palácio Piratini (sede do governo). Em cima de um carro de som, o presidente da Comissão de Educação do Senado, Cristovam Buarque (PDT-DF), discursou em defesa do piso nacional e criticou o governo estadual.

A governadora Yeda Crusius (PSDB) entrou com uma ação direta de constitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal) tentando derrubar o piso nacional.

"A responsabilidade pelo ano letivo é do governo, que é intransigente, e enviou um projeto que é contra o piso nacional, sem discutir com ninguém", disse Rejane Oliveira, presidente da entidade que reúne os professores.

A intransigência e tucana é tão grande que Yeda ameaçou cortar o ponto e descontar os dias parados dos grevistas, mesmo a greve tendo sido julgada legal.

É preciso não Recuar e continuar em LUTA. A lei do Piso é uma conquista e vai melhorar as condições de vida dos profissionais da Educação!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

MEC quer tornar ensino infantil e médio obrigatórios

O Ministério da Educação quer tornar obrigatório o ensino para crianças de quatro a 17 anos, o que abrangeria a pré-escola e o ensino médio. A proposta já foi encaminhada, por escrito, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro Fernando Haddad (Educação).

Atualmente, a lei prevê obrigatoriedade só para o ensino fundamental --de seis a 14 anos nos Estados e municípios que adotaram o ensino fundamental de nove anos, e de sete a 14 anos onde a lei não foi implantada (o prazo vai até 2010).

Caso não ofereça a vaga, o Poder Público pode ser responsabilizado civil e criminalmente. O mesmo ocorre com os pais, no caso de eles não matricularem seus filhos. A ampliação da regra viria por meio de uma proposta de emenda constitucional. Haveria também um prazo de transição, que será discutido pelo ministro com secretários da Educação de Estados e municípios. (fonte: Folha on Line)

Está Lei é importante, principalmente a que obriga o ensino infantil, pois além de auxiliar no desenvolvimento cognitivo das crianças, inserindo-as e incentivando-as no mundo escolar, ainda contribui para reduzir o trabalho infantil.
Já no Ensino Médio, o aluno tem mais tempo para se qualificar e entrar melhor preparado no mercado de trabalho.

É fundamental que o Brasil invista mais em Educação. A obrigatoriedade vai contribuir para este fato, pois Estados e Municípios terão que investir para cumprir a Lei.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dia dos Professores



Pensando sobre a atual realidade das escolas públicas pouco temos para festejar. A grande maioria das escolas públicas está em péssimas condições. O que não falta são Prédios mal estruturados, com pouco conforto térmico. Há prédios degradados, sem ventiladores, com vidros quebrado, carteiras e cadeiras velhas sem conforto para os alunos. Pichações estão sempre presentes.
Faltam materiais e recursos pedagógicos.
As condições de trabalho estão cada vez piores. Salários baixos que levam os profissionais da educação a terem longas e estafantes jornadas. Muitos adoecem, e ficam sem estimulo algum para trabalhar.
A violência está sempre presente nas escolas.
As avaliações externas apresentam resultados cada vez mais desesperadores.
Então, comemorar o quê?
Até mesmo a Lei 11738, lei federal que institui o Piso Salarial dos Professores, e que é um avanço, é contestada por Secretários da Educação que não querem fazer cumprir a Lei.
Pela Nova Lei, todo professor tem direito a dois terços da sua jornada para realizar atividades extra-classes, como preparar aulas, corrigir provas e se atualizar. Isto é de extrema importância para a qualidade do ensino e das condições de trabalho dos professores, talvez pudéssemos comemorar esse avanço, mas nem isso podemos, devido as intransigências dos governos estaduais.
Não somos valorizados! Já basta!
Acho que temos muito é que lutar, para avançar na melhoria de direitos e melhorar a qualidade do Ensino e das Escolas Públicas.
E chega do discursos dos politiqueiros que em anos eleitorais prometem fazer tudo pela Educação Pública neste país, e na hora de aplicar a Lei, o que fazem? Mais discursos vazios de conteúdo.
Vamos a LUTA, para que um dia possamos ter algo de bom para comemorar no dia dos Professores.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

São Paulo gradua primeira turma só de professores índios



Oitenta e um professores índios receberam nesta segunda-feira, dia 13/10/2008, em cerimônia realizada em São Paulo, o diploma de graduação em pedagogia. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, eles compõem a primeira turma só de indígenas já formada por uma escola de ensino superior do país.

De acordo com a Secretaria da Educação de São Paulo, todos os índios formandos já trabalham em escolas instaladas em alguma das 30 tribos existentes no Estado, ministrando aulas para alunos até da 4ª série do ensino fundamental.
Em uma parceria do governo paulista e da USP (Universidade de São Paulo), eles foram selecionados e graduados para que possam, agora, ministrar aulas para estudantes da 5ª à 8ª série e também do ensino médio.

Esta medida é importante, pois para lecionar para uma comunidade indigena é necessário contato e entendimento com a cultura da tribo, portanto, nada melhor que os próprios indigenas para se tornarem professores em suas comunidades tradicionais. Ainda, o ensino e a formação da cidadania apresentam melhores resultados quando o professor tem identidade cultural com seus alunos.

Exigências do MEC (Ministério da Educação) obrigam que professores indigenas além da 4ª série do ensino fundamental tenham a chamada licenciatura plena. Já há uma lei vigente no Estado de São Paulo que proíbe que professores não-índios dêem aulas em escolas de aldeias. Por isso, a necessidade de graduar os professores indígenas.
Vivem no Estado cinco etnias indígenas: Guarani, Tupi-Guarani, Terena, Kaingan e Kerenak. Cerca de 1.500 índios estudam em escolas instaladas em tribos, segundo a secretaria.


Fonte: Folha on-line

domingo, 5 de outubro de 2008

Termina a Greve dos Professores em MG

No dia 26 de Setembro de 2008, em Assembléia Estadual na capital mineira os professores da rede Estadual decidiram encerrar a Greve, mas manter a mobilização. A decisão foi tomada pois o Governo tucano endureceu e fez muitas ameaças, inclusive cortar o ponto dos grevistas.
Após 29 dias de Greve, pouco a categoria ganhou. No entanto, os professores mostraram que há disposição de luta e insatisfação com as condições em que a Educação Pública de Minas se encontra.

domingo, 28 de setembro de 2008

Sobre o conceito de formação - José Sergio Fonseca de Carvalho

POSTO AQUI TEXTO SOBRE O CONCEITO DE FORMAÇÃO, ESCRITO PELO FILÓSOFO JOSÉ SÉRGIO FONSECA DE CARVALHO, PUBLICADO NA REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 137 . VALE A PENA LER E REFLETIR.

Sobre o conceito de formação
Diferenças entre o que aprendemos e o que nos afeta como seres humanos

Em colunas anteriores, fiz inúmeras referências ao conceito de formação. Trata-se de uma noção central nos discursos educacionais, mas que de tão recorrente passou a padecer de uma 'anemia semântica'. Seu uso constante e indiscriminado - que o identifica de forma imediata com a transmissão de informações, o desenvolvimento de competências ou a difusão de conhecimentos - tem resultado na perda dos sentidos que historicamente lhe foram associados. Não que sua história seja progressiva e linear, como se entre sua formulação primeira na antiguidade e os sentidos contemporâneos houvesse só continuidade. Mas o reconhecimento de rupturas e transformações históricas num conceito não pode resultar no esvanecimento de seu campo de significação.

É claro que todo processo de formação implica alguma aprendizagem, mas com ela não se confunde. A aprendizagem indica simplesmente que alguém veio a saber algo que não sabia: uma informação, um conceito, uma capacidade. Mas não implica que esse 'algo novo' que se aprendeu nos transformou em um novo 'alguém'. E essa é uma característica forte do conceito de formação: uma aprendizagem só é formativa na medida em que opera transformações na constituição daquele que aprende. É como se o conceito de formação indicasse a forma pela qual nossas aprendizagens e experiências nos constituem como um ser singular no mundo.

Nem tudo que aprendemos - ou vivemos - deixa traços que nos formam como sujeitos. As notícias dos telejornais, o trânsito de todas as manhãs, as informações sobre o uso de um novo aparelho, uma técnica para não errar mais a crase: tudo isso pode ser vivido ou aprendido sem deixar traços, sem nos afetar. Uma experiência torna-se formativa por seu caráter afetivo; um livro que lemos, um filme a que assistimos ou uma bronca que tomamos ressoa em nosso interior, como a nota de um instrumento que, ao ser tocada, ressoa na corda de outro. Trata-se, pois, de um encontro entre um evento, um objeto da cultura e um sujeito que, ao se aproximar de algo que lhe era exterior, caminha em direção à constituição de sua própria vida interior.

Por ter esse caráter de encontro constitutivo, os resultados de uma experiência formativa são sempre imprevisíveis e incontroláveis. É relativamente simples saber se alguém aprendeu uma informação ou em que grau desenvolveu uma competência. Mas é impossível saber com precisão em que sentido e com qual intensidade a apreciação de uma obra de arte teve um papel formativo em alguém. Ao comentar o conflito potencial entre o recorrente desejo de controle da ação pedagógica e o caráter formativo da literatura, Antonio Candido ressaltou que a experiência literária representa uma poderosa força indiscriminada de iniciação na vida. Ela não corrompe nem edifica, mas por trazer livremente em si o que chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza em sentido profundo, porque faz viver. Assim é uma experiência educativa com valor formativo. Um exercício de liberdade que exige do educador a responsabilidade pelas escolhas e a abdicação do controle sobre seus efeitos na formação de um sujeito.

José Sérgio Fonseca de Carvalho Doutor em filosofia da educação pela FEUSP

FONTE: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12511

VIVA PAULO FREIRE


Para os conservadores que acham Paulo Freire "Radical", que pouco leram seus ensinamentos, e não conseguem tecer criticas mais elaboradas ao pensamento Freireano, como aqueles que Lêem a revista Veja e acham que estão "bem" informados, gostaria de dizer que Radical é a Direita, a Elite que sempre esteve e ainda está no poder.
A direita sim é que é Radical, em todo sentido da palavra. A direita, e os conservadores, que acham que a Educação é um privilégio de poucos e não um direito de todos, ESTES SIM SÃO OS VERDADEIROS RADICAIS.
Os conservadores foram os verdadeiros Radicais que sempre Perseguiram Paulo Freire, o impedindo de desenvolver seu trabalho, tão digno.
Paulo Freire enfrentou a ditadura militar, com coragem. Não abaixou sua cabeça; não se vendeu; não se deixou vencer!
Paulo Freire LUTOU!
Foi exilado, pela direita radical. E mesmo assim não se calou.

Agora, querem desqualificá-lo com criticas mal elaboradas e vazias de conteúdo?
Não! Não vamos aceitar!

VIVA PAULO FREIRE!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

NÃO VEJA! NÃO LEIA! DÊ UM VIVA A PAULO FREIRE.

Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem "O que estão ensinando a ele?" De autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira.

Esta reportagem, Elitista, escrita por e para os "pequenos burgueses brasileiros", desrespeitou um dos maiores intelectuais brasileiros, nosso Querido Mestre Paulo Freire! E mais uma vez, a VEJA também não perdeu a oportunidade para atacar e repudiar "Che Guevara".

Eis um trecho da reportagem:

"Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado".

A VEJA, com essa reportagem medíocre, também atacou e desqualificou os professores de História e Geografia, devido a postura política de esquerda adotada por muitos professores que lecionam estas disciplinas.

Com isso, a Revista VEJA, deseduca! Desrespeita! Desvirtua os príncipios da Educação Pública.

Por Isso Não VEJA! NÃO LEIA!

BOICOTEM!
VAMOS CONTINUAR A EDUCAR!

E VIVA PAULO FREIRE.

PROFESSORES SÃO REPRIMIDOS NO RIO GRANDE DO SUL

Em luta contra as reformas Neoliberais aplicadas na educação pública brasileira, os profissionais da educação se manifestavam em frente ao Palácio Piratini na manhã desta terça-feira (23/9) quando foram surpreendidos pela truculência da Tropa de Choque da Brigada Militar. O ato, organizado pelo CPers-Sindicato, denunciava uma série de ataques do governo Yeda Crusius (PSDB) e da secretária da educação, Mariza Abreu, aos direitos dos trabalhadores em educação do Estado.

Os manifestantes estavam aguardando em frente ao Palácio Piratini por uma audiência com o governo. Alguns deputados tentaram negociar a entrada de uma comissão e o recuo do restante dos trabalhadores para a praça em frente ao Palácio. No momento em que os trabalhadores estavam recuando, a Tropa de Choque chegou a cavalo, coordenada pessoalmente pelo coronel Mendes, e jogou-se com os animais para cima do conjunto dos professores, que foram empurrados e agredidos.

Chega de Barbárie! Professor tem que ser respeitado e valorizado, não tratado com brutalidade e violência!

EXIGIMOS RESPEITO.

Os Governos do PSDB não respeitam a Educação Pública; não respeitam os Profissionais da Educação!

Já Basta!!!!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Professores Estaduais de Minas Gerais em GREVE !


Há mais de duas semanas os Professores Estaduais de Minas Gerais declararam GREVE contra as reformas Neoliberais realizadas na Educação, que vêm sendo implementadas pelo Governador Tucano Aécio Neves. A Greve teve início dia 28/08/08 em assembléia realizada em Belo Horizonte.

No dia 04 de setembro, os(as) trabalhadores(as) em educação de Minas Gerais decidiram, pela continuidade da greve por tempo indeterminado. A decisão foi tirada durante Assembléia Estadual, realizada no pátio do Legislativo Estadual, na capital. A definição se deu após a análise do cenário de adesão à greve e da situação da educação em Minas. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), o índice de paralisação, em todo o estado, que no início da greve era de 40%, cresce a cada dia.

Em todo o estado, os(as) trabalhadores(as) têm realizado atos, panfletagem, manifestações e contatos com candidatos e partidos para divulgar a greve no horário eleitoral gratuito. Sobretudo, há uma grande mobilização dos comandos de greve para ampliar a adesão de escolas/cidades.

As principais reivindicações são a imediata implementação do Piso Salarial Profissional Nacional no estado, já que a Lei 11.738/08 que o institui foi sancionada em 16 de julho, além de melhores condições de trabalho, garantia de atendimento à saúde e respostas concretas sobre os vários pontos da pauta de reivindicações.

TODO APOIO A LUTA DOS COMPANHEIROS DE MINAS GERAIS.

O PISO SALARIAL É LEI, E NÃO VAMOS ABRIR MÃO!