domingo, 16 de novembro de 2008

PROFESSORES GAÚCHOS EM GREVE!


A pouco mais de um mês para o final do ano letivo, professores do Rio Grande do Sul deflagraram greve nesta sexta-feira pela adoção do piso nacional de R$ 950 para a rede pública. A paralisação poderá atingir 1,3 milhão de estudantes das 2.686 escolas estaduais. Os grevistas percorreram as ruas do centro de Porto Alegre e realizaram ato público em frente ao Palácio Piratini (sede do governo). Em cima de um carro de som, o presidente da Comissão de Educação do Senado, Cristovam Buarque (PDT-DF), discursou em defesa do piso nacional e criticou o governo estadual.

A governadora Yeda Crusius (PSDB) entrou com uma ação direta de constitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal) tentando derrubar o piso nacional.

"A responsabilidade pelo ano letivo é do governo, que é intransigente, e enviou um projeto que é contra o piso nacional, sem discutir com ninguém", disse Rejane Oliveira, presidente da entidade que reúne os professores.

A intransigência e tucana é tão grande que Yeda ameaçou cortar o ponto e descontar os dias parados dos grevistas, mesmo a greve tendo sido julgada legal.

É preciso não Recuar e continuar em LUTA. A lei do Piso é uma conquista e vai melhorar as condições de vida dos profissionais da Educação!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

MEC quer tornar ensino infantil e médio obrigatórios

O Ministério da Educação quer tornar obrigatório o ensino para crianças de quatro a 17 anos, o que abrangeria a pré-escola e o ensino médio. A proposta já foi encaminhada, por escrito, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro Fernando Haddad (Educação).

Atualmente, a lei prevê obrigatoriedade só para o ensino fundamental --de seis a 14 anos nos Estados e municípios que adotaram o ensino fundamental de nove anos, e de sete a 14 anos onde a lei não foi implantada (o prazo vai até 2010).

Caso não ofereça a vaga, o Poder Público pode ser responsabilizado civil e criminalmente. O mesmo ocorre com os pais, no caso de eles não matricularem seus filhos. A ampliação da regra viria por meio de uma proposta de emenda constitucional. Haveria também um prazo de transição, que será discutido pelo ministro com secretários da Educação de Estados e municípios. (fonte: Folha on Line)

Está Lei é importante, principalmente a que obriga o ensino infantil, pois além de auxiliar no desenvolvimento cognitivo das crianças, inserindo-as e incentivando-as no mundo escolar, ainda contribui para reduzir o trabalho infantil.
Já no Ensino Médio, o aluno tem mais tempo para se qualificar e entrar melhor preparado no mercado de trabalho.

É fundamental que o Brasil invista mais em Educação. A obrigatoriedade vai contribuir para este fato, pois Estados e Municípios terão que investir para cumprir a Lei.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dia dos Professores



Pensando sobre a atual realidade das escolas públicas pouco temos para festejar. A grande maioria das escolas públicas está em péssimas condições. O que não falta são Prédios mal estruturados, com pouco conforto térmico. Há prédios degradados, sem ventiladores, com vidros quebrado, carteiras e cadeiras velhas sem conforto para os alunos. Pichações estão sempre presentes.
Faltam materiais e recursos pedagógicos.
As condições de trabalho estão cada vez piores. Salários baixos que levam os profissionais da educação a terem longas e estafantes jornadas. Muitos adoecem, e ficam sem estimulo algum para trabalhar.
A violência está sempre presente nas escolas.
As avaliações externas apresentam resultados cada vez mais desesperadores.
Então, comemorar o quê?
Até mesmo a Lei 11738, lei federal que institui o Piso Salarial dos Professores, e que é um avanço, é contestada por Secretários da Educação que não querem fazer cumprir a Lei.
Pela Nova Lei, todo professor tem direito a dois terços da sua jornada para realizar atividades extra-classes, como preparar aulas, corrigir provas e se atualizar. Isto é de extrema importância para a qualidade do ensino e das condições de trabalho dos professores, talvez pudéssemos comemorar esse avanço, mas nem isso podemos, devido as intransigências dos governos estaduais.
Não somos valorizados! Já basta!
Acho que temos muito é que lutar, para avançar na melhoria de direitos e melhorar a qualidade do Ensino e das Escolas Públicas.
E chega do discursos dos politiqueiros que em anos eleitorais prometem fazer tudo pela Educação Pública neste país, e na hora de aplicar a Lei, o que fazem? Mais discursos vazios de conteúdo.
Vamos a LUTA, para que um dia possamos ter algo de bom para comemorar no dia dos Professores.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

São Paulo gradua primeira turma só de professores índios



Oitenta e um professores índios receberam nesta segunda-feira, dia 13/10/2008, em cerimônia realizada em São Paulo, o diploma de graduação em pedagogia. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, eles compõem a primeira turma só de indígenas já formada por uma escola de ensino superior do país.

De acordo com a Secretaria da Educação de São Paulo, todos os índios formandos já trabalham em escolas instaladas em alguma das 30 tribos existentes no Estado, ministrando aulas para alunos até da 4ª série do ensino fundamental.
Em uma parceria do governo paulista e da USP (Universidade de São Paulo), eles foram selecionados e graduados para que possam, agora, ministrar aulas para estudantes da 5ª à 8ª série e também do ensino médio.

Esta medida é importante, pois para lecionar para uma comunidade indigena é necessário contato e entendimento com a cultura da tribo, portanto, nada melhor que os próprios indigenas para se tornarem professores em suas comunidades tradicionais. Ainda, o ensino e a formação da cidadania apresentam melhores resultados quando o professor tem identidade cultural com seus alunos.

Exigências do MEC (Ministério da Educação) obrigam que professores indigenas além da 4ª série do ensino fundamental tenham a chamada licenciatura plena. Já há uma lei vigente no Estado de São Paulo que proíbe que professores não-índios dêem aulas em escolas de aldeias. Por isso, a necessidade de graduar os professores indígenas.
Vivem no Estado cinco etnias indígenas: Guarani, Tupi-Guarani, Terena, Kaingan e Kerenak. Cerca de 1.500 índios estudam em escolas instaladas em tribos, segundo a secretaria.


Fonte: Folha on-line

domingo, 5 de outubro de 2008

Termina a Greve dos Professores em MG

No dia 26 de Setembro de 2008, em Assembléia Estadual na capital mineira os professores da rede Estadual decidiram encerrar a Greve, mas manter a mobilização. A decisão foi tomada pois o Governo tucano endureceu e fez muitas ameaças, inclusive cortar o ponto dos grevistas.
Após 29 dias de Greve, pouco a categoria ganhou. No entanto, os professores mostraram que há disposição de luta e insatisfação com as condições em que a Educação Pública de Minas se encontra.

domingo, 28 de setembro de 2008

Sobre o conceito de formação - José Sergio Fonseca de Carvalho

POSTO AQUI TEXTO SOBRE O CONCEITO DE FORMAÇÃO, ESCRITO PELO FILÓSOFO JOSÉ SÉRGIO FONSECA DE CARVALHO, PUBLICADO NA REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 137 . VALE A PENA LER E REFLETIR.

Sobre o conceito de formação
Diferenças entre o que aprendemos e o que nos afeta como seres humanos

Em colunas anteriores, fiz inúmeras referências ao conceito de formação. Trata-se de uma noção central nos discursos educacionais, mas que de tão recorrente passou a padecer de uma 'anemia semântica'. Seu uso constante e indiscriminado - que o identifica de forma imediata com a transmissão de informações, o desenvolvimento de competências ou a difusão de conhecimentos - tem resultado na perda dos sentidos que historicamente lhe foram associados. Não que sua história seja progressiva e linear, como se entre sua formulação primeira na antiguidade e os sentidos contemporâneos houvesse só continuidade. Mas o reconhecimento de rupturas e transformações históricas num conceito não pode resultar no esvanecimento de seu campo de significação.

É claro que todo processo de formação implica alguma aprendizagem, mas com ela não se confunde. A aprendizagem indica simplesmente que alguém veio a saber algo que não sabia: uma informação, um conceito, uma capacidade. Mas não implica que esse 'algo novo' que se aprendeu nos transformou em um novo 'alguém'. E essa é uma característica forte do conceito de formação: uma aprendizagem só é formativa na medida em que opera transformações na constituição daquele que aprende. É como se o conceito de formação indicasse a forma pela qual nossas aprendizagens e experiências nos constituem como um ser singular no mundo.

Nem tudo que aprendemos - ou vivemos - deixa traços que nos formam como sujeitos. As notícias dos telejornais, o trânsito de todas as manhãs, as informações sobre o uso de um novo aparelho, uma técnica para não errar mais a crase: tudo isso pode ser vivido ou aprendido sem deixar traços, sem nos afetar. Uma experiência torna-se formativa por seu caráter afetivo; um livro que lemos, um filme a que assistimos ou uma bronca que tomamos ressoa em nosso interior, como a nota de um instrumento que, ao ser tocada, ressoa na corda de outro. Trata-se, pois, de um encontro entre um evento, um objeto da cultura e um sujeito que, ao se aproximar de algo que lhe era exterior, caminha em direção à constituição de sua própria vida interior.

Por ter esse caráter de encontro constitutivo, os resultados de uma experiência formativa são sempre imprevisíveis e incontroláveis. É relativamente simples saber se alguém aprendeu uma informação ou em que grau desenvolveu uma competência. Mas é impossível saber com precisão em que sentido e com qual intensidade a apreciação de uma obra de arte teve um papel formativo em alguém. Ao comentar o conflito potencial entre o recorrente desejo de controle da ação pedagógica e o caráter formativo da literatura, Antonio Candido ressaltou que a experiência literária representa uma poderosa força indiscriminada de iniciação na vida. Ela não corrompe nem edifica, mas por trazer livremente em si o que chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza em sentido profundo, porque faz viver. Assim é uma experiência educativa com valor formativo. Um exercício de liberdade que exige do educador a responsabilidade pelas escolhas e a abdicação do controle sobre seus efeitos na formação de um sujeito.

José Sérgio Fonseca de Carvalho Doutor em filosofia da educação pela FEUSP

FONTE: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12511

VIVA PAULO FREIRE


Para os conservadores que acham Paulo Freire "Radical", que pouco leram seus ensinamentos, e não conseguem tecer criticas mais elaboradas ao pensamento Freireano, como aqueles que Lêem a revista Veja e acham que estão "bem" informados, gostaria de dizer que Radical é a Direita, a Elite que sempre esteve e ainda está no poder.
A direita sim é que é Radical, em todo sentido da palavra. A direita, e os conservadores, que acham que a Educação é um privilégio de poucos e não um direito de todos, ESTES SIM SÃO OS VERDADEIROS RADICAIS.
Os conservadores foram os verdadeiros Radicais que sempre Perseguiram Paulo Freire, o impedindo de desenvolver seu trabalho, tão digno.
Paulo Freire enfrentou a ditadura militar, com coragem. Não abaixou sua cabeça; não se vendeu; não se deixou vencer!
Paulo Freire LUTOU!
Foi exilado, pela direita radical. E mesmo assim não se calou.

Agora, querem desqualificá-lo com criticas mal elaboradas e vazias de conteúdo?
Não! Não vamos aceitar!

VIVA PAULO FREIRE!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

NÃO VEJA! NÃO LEIA! DÊ UM VIVA A PAULO FREIRE.

Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem "O que estão ensinando a ele?" De autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira.

Esta reportagem, Elitista, escrita por e para os "pequenos burgueses brasileiros", desrespeitou um dos maiores intelectuais brasileiros, nosso Querido Mestre Paulo Freire! E mais uma vez, a VEJA também não perdeu a oportunidade para atacar e repudiar "Che Guevara".

Eis um trecho da reportagem:

"Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado".

A VEJA, com essa reportagem medíocre, também atacou e desqualificou os professores de História e Geografia, devido a postura política de esquerda adotada por muitos professores que lecionam estas disciplinas.

Com isso, a Revista VEJA, deseduca! Desrespeita! Desvirtua os príncipios da Educação Pública.

Por Isso Não VEJA! NÃO LEIA!

BOICOTEM!
VAMOS CONTINUAR A EDUCAR!

E VIVA PAULO FREIRE.

PROFESSORES SÃO REPRIMIDOS NO RIO GRANDE DO SUL

Em luta contra as reformas Neoliberais aplicadas na educação pública brasileira, os profissionais da educação se manifestavam em frente ao Palácio Piratini na manhã desta terça-feira (23/9) quando foram surpreendidos pela truculência da Tropa de Choque da Brigada Militar. O ato, organizado pelo CPers-Sindicato, denunciava uma série de ataques do governo Yeda Crusius (PSDB) e da secretária da educação, Mariza Abreu, aos direitos dos trabalhadores em educação do Estado.

Os manifestantes estavam aguardando em frente ao Palácio Piratini por uma audiência com o governo. Alguns deputados tentaram negociar a entrada de uma comissão e o recuo do restante dos trabalhadores para a praça em frente ao Palácio. No momento em que os trabalhadores estavam recuando, a Tropa de Choque chegou a cavalo, coordenada pessoalmente pelo coronel Mendes, e jogou-se com os animais para cima do conjunto dos professores, que foram empurrados e agredidos.

Chega de Barbárie! Professor tem que ser respeitado e valorizado, não tratado com brutalidade e violência!

EXIGIMOS RESPEITO.

Os Governos do PSDB não respeitam a Educação Pública; não respeitam os Profissionais da Educação!

Já Basta!!!!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Professores Estaduais de Minas Gerais em GREVE !


Há mais de duas semanas os Professores Estaduais de Minas Gerais declararam GREVE contra as reformas Neoliberais realizadas na Educação, que vêm sendo implementadas pelo Governador Tucano Aécio Neves. A Greve teve início dia 28/08/08 em assembléia realizada em Belo Horizonte.

No dia 04 de setembro, os(as) trabalhadores(as) em educação de Minas Gerais decidiram, pela continuidade da greve por tempo indeterminado. A decisão foi tirada durante Assembléia Estadual, realizada no pátio do Legislativo Estadual, na capital. A definição se deu após a análise do cenário de adesão à greve e da situação da educação em Minas. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), o índice de paralisação, em todo o estado, que no início da greve era de 40%, cresce a cada dia.

Em todo o estado, os(as) trabalhadores(as) têm realizado atos, panfletagem, manifestações e contatos com candidatos e partidos para divulgar a greve no horário eleitoral gratuito. Sobretudo, há uma grande mobilização dos comandos de greve para ampliar a adesão de escolas/cidades.

As principais reivindicações são a imediata implementação do Piso Salarial Profissional Nacional no estado, já que a Lei 11.738/08 que o institui foi sancionada em 16 de julho, além de melhores condições de trabalho, garantia de atendimento à saúde e respostas concretas sobre os vários pontos da pauta de reivindicações.

TODO APOIO A LUTA DOS COMPANHEIROS DE MINAS GERAIS.

O PISO SALARIAL É LEI, E NÃO VAMOS ABRIR MÃO!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

LEI 11738 TEXTO NA INTEGRA

Legislação Federal - Professor - Piso salarial - Lei 11738, de 16.07.08
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Esta Lei regulamenta o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica a que se refere a alínea “e” do inciso III do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

Art. 2o O piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica será de R$ 950,00 (novecentos e cinqüenta reais) mensais, para a formação em nível médio, na modalidade Normal, prevista no art. 62 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

§ 1o O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais.

§ 2o Por profissionais do magistério público da educação básica entendem-se aqueles que desempenham as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, isto é, direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais, exercidas no âmbito das unidades escolares de educação básica, em suas diversas etapas e modalidades, com a formação mínima determinada pela legislação federal de diretrizes e bases da educação nacional.

§ 3o Os vencimentos iniciais referentes às demais jornadas de trabalho serão, no mínimo, proporcionais ao valor mencionado no caput deste artigo.

§ 4o Na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos.

§ 5o As disposições relativas ao piso salarial de que trata esta Lei serão aplicadas a todas as aposentadorias e pensões dos profissionais do magistério público da educação básica alcançadas pelo art. 7o da Emenda Constitucional no 41, de 19 de dezembro de 2003, e pela Emenda Constitucional no 47, de 5 de julho de 2005.

Art. 3o O valor de que trata o art. 2o desta Lei passará a vigorar a partir de 1o de janeiro de 2008, e sua integralização, como vencimento inicial das Carreiras dos profissionais da educação básica pública, pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios será feita de forma progressiva e proporcional, observado o seguinte:

I – (VETADO);

II – a partir de 1o de janeiro de 2009, acréscimo de 2/3 (dois terços) da diferença entre o valor referido no art. 2o desta Lei, atualizado na forma do art. 5o desta Lei, e o vencimento inicial da Carreira vigente;

III – a integralização do valor de que trata o art. 2o desta Lei, atualizado na forma do art. 5o desta Lei, dar-se-á a partir de 1o de janeiro de 2010, com o acréscimo da diferença remanescente.

§ 1o A integralização de que trata o caput deste artigo poderá ser antecipada a qualquer tempo pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

§ 2o Até 31 de dezembro de 2009, admitir-se-á que o piso salarial profissional nacional compreenda vantagens pecuniárias, pagas a qualquer título, nos casos em que a aplicação do disposto neste artigo resulte em valor inferior ao de que trata o art. 2o desta Lei, sendo resguardadas as vantagens daqueles que percebam valores acima do referido nesta Lei.

Art. 4o A União deverá complementar, na forma e no limite do disposto no inciso VI do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e em regulamento, a integralização de que trata o art. 3o desta Lei, nos casos em que o ente federativo, a partir da consideração dos recursos constitucionalmente vinculados à educação, não tenha disponibilidade orçamentária para cumprir o valor fixado.

§ 1o O ente federativo deverá justificar sua necessidade e incapacidade, enviando ao Ministério da Educação solicitação fundamentada, acompanhada de planilha de custos comprovando a necessidade da complementação de que trata o caput deste artigo.

§ 2o A União será responsável por cooperar tecnicamente com o ente federativo que não conseguir assegurar o pagamento do piso, de forma a assessorá-lo no planejamento e aperfeiçoamento da aplicação de seus recursos.

Art. 5o O piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica será atualizado, anualmente, no mês de janeiro, a partir do ano de 2009.

Parágrafo único. A atualização de que trata o caput deste artigo será calculada utilizando-se o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente, nos termos da Lei no 11.494, de 20 de junho de 2007.

Art. 6o A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar ou adequar seus Planos de Carreira e Remuneração do Magistério até 31 de dezembro de 2009, tendo em vista o cumprimento do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, conforme disposto no parágrafo único do art. 206 da Constituição Federal.

Art. 7o (VETADO)

Art. 8o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 16 de julho de 2008;
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVATarso GenroNelson MachadoFernando HaddadPaulo Bernardo SilvaJosé Múcio Monteiro FilhoJosé Antonio Dias Toffoli

domingo, 27 de julho de 2008

É preciso ouvir a voz do professorado - Sérgio Haddad.


Posto aqui Texto do Educador, Sociólogo e Historiador Sérgio Haddad, que muito contribui para que se Reflita sobre a importância dos Professores.

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A imagem do professorado da escola pública está desgastada. A cobertura da educação na mídia é o espelho desse desgaste. Uma vez ao ano, no Dia do Professor, os meios de comunicação esforçam-se para mostrar profissionais travestidos de heróis - sempre um exemplo individual de uma pessoa boa e comprometida que não exerce uma profissão, mas sim um sacerdócio.

No coletivo, como categoria profissional, o professorado de escola pública só aparece na mídia de forma negativa. Quase sempre a ele é imputada a responsabilidade por todos os males do ensino: ou é mal formado, ou sem interesse, ou falta muito às aulas, ou é incompetente, ou é corporativo - só pensa no salário e na carreira e não nos alunos -, ou, ainda, é um coitado, vítima da violência dos próprios alunos.

Quase sempre a voz que aparece nos meios de comunicação é a voz dos dirigentes ou dos chamados especialistas; nunca do professorado. Entre os "especialistas" , ultimamente, quem mais tem falado são os empresários. Falam do sentido de uma educação para o desenvolvimento e para a economia, criticam o modelo de gestão, falam em produtividade do sistema e em como obter melhores respostas com menores custos. Se pudessem, substituiriam os professores por máquinas, pois estas podem ser domadas.

As soluções apresentadas para a melhoria da qualidade sempre são definidas independentemente dos professores, por cima deles, considerando que eles são pacientes das reformas - e não agentes. Afinal, se são culpados por todos os males, por que então tomá-los em consideração?

O silêncio dos professores e das professoras da escola pública é um reflexo de dois fenômenos complementares: de um lado, a desvalorização do trabalho do docente; por outro, a existência de mecanismos repressivos que impedem o seu livre expressar.

Já de há muito o trabalho docente vem deixando de ser considerado fundamental. Seu lugar social e seu papel foram sendo desprestigiados pelas contínuas reformas educativas que, em seu nome, são implementadas. Inicialmente, pela constante desvalorização do seu salário - o que torna o trabalho docente desprestigiado frente às demais categorias profissionais, além de evasão de quadros e da superexploraçã o daqueles que têm que estar em muitos lugares ao mesmo tempo para poder pagar as suas contas. O excesso de trabalho, além de prejudicar sua saúde, não permite que o professor prepare bem as suas aulas, que se atualize, que mantenha condições de ter um acompanhamento mais próximo dos seus alunos. Dessa forma, o professor é levado a se desumanizar e passa a ser um "dador" de aulas, que entra na sala quase sempre de forma mecânica para cumprir suas muitas jornadas de trabalho. Sua voz tende a ser a da repetição - e não a da criação, da discussão, da produção de conhecimentos.

Mas as reformas também pouco se preocupam com a prática do professor, com sua experiência de trabalho; afinal, dizem os dirigentes, é preciso instrumentalizá -lo para que exerça sua profissão com qualidade. Não é necessário pensar, basta um currículo centralizado, um material didático descritivo nas suas mãos e orientações de como transmitir o conteúdo. As avaliações de massa servem para que os alunos se comparem quanto a seu desempenho no jogo do mercado educacional e assim busquem, por vontade própria, aprender o não aprendido ou mudar de escola ou de professor. E assim vamos seguindo de reforma em reforma, de cima para baixo, tentando fazer da profissão docente uma peça na engrenagem constituída de fora para dentro das salas de aulas.

Então por que os professores não se expressam sobre suas condições de trabalho, sobre as mudanças que julgam necessárias, sobre o ofício de docente? Em conversas com jornalistas sobre a ausência da voz do professorado nas reportagens e matérias sobre políticas educacionais, foi identificado o tolhimento da sua expressão livre, baseado em mecanismos repressivos explícitos ou não.

Uma das formas de tolhimento da voz do professor é o Estatuto dos Funcionários Públicos. Conforme levantamento realizado pelo Observatório da Educação da Ação Educativa em 25 estados do País, em 18 deles professores e outros servidores têm sua liberdade de expressão cerceada. O texto varia entre os estados, mas, de modo geral, "tem o mesmo sentido: proíbe que funcionários públicos emitam publicamente opinião a respeito de atos da administração. Na prática, o estatuto permite que a crítica a uma política pública de educação, por exemplo, seja punida como referência depreciativa" . Dos 18 estados identificados, em 10 os estatutos foram produzidos durante a ditadura militar e até o momento não houve revogação; nos outros 8 estados, as leis já nasceram inconstitucionais, pois foram elaboradas na década de 1990.

Aplicado ou não o estatuto nos dias de hoje, a grande verdade é que ele permanece como uma espada sobre a voz pública do professor, condicionando- o a pedir permissão a seus superiores para poder expressar sua opinião, em particular em relação às políticas de seus governos.

A escola pública tem sido muito criticada, mas não há condições de resgate da sua qualidade sem a participação ativa dos seus professores e professoras. Participação ativa significa uma participação humanizadora, respeitadora da sua condição de profissional, que é ao mesmo tempo transmissor de conhecimentos, mas fundamentalmente produtor de conhecimentos.

Isso significa que respeitar sua dignidade é respeitar sua capacidade de analisar sua prática e construir os instrumentos e conhecimentos necessários a seu aprimoramento como profissional. Só há aprendizagem quando ocorre de dentro para fora, quando o docente se identifica em sua prática cotidiana como profissional e faz dela seu vínculo com seus alunos, com seus colegas, com a comunidade onde a escola está inserida.

O professor é o principal elo entre o aluno, sua vida e o conhecimento. Só ele é capaz de impor qualidade; isso significa que seu papel e sua voz são fundamentais. Reformas educativas que não consideram isso tendem a violentar a profissão docente e estão fadadas ao fracasso. Leis que amordaçam o professorado ou criam ambientes de tolhimento da liberdade de expressão tendem a calar a participação docente com sua experiência e conhecimentos como o principal instrumento para a melhoria da escola pública. A voz do professorado é essencial na construção da educação pública, universal e de qualidade; por isso...

Fala, mestra! Fala, mestre!

domingo, 20 de julho de 2008

As Metas do Governo para Educação. O Que Muda de Fato?


Sem atingir nenhuma das quatro metas de melhoria na qualidade do ensino fixadas para 2007, pelo plano plurianual 2004-2007, o atual governador do Estado de São Paulo, José Serra, decidiu estabelecer objetivos mais "modestos" em todos os indicadores educacionais para os próximos quatro anos.

A expectativa era que a aprovação no ensino fundamental atingisse 99% no ano de 2007 (meta estipulada no Plano Plurianual 2004-2007). Porém, agora, o governo busca chegar a 95% das aprovações em 2011. Atualmente o índice é de 90,9%.

Quanto a Evasão, a proposta era reduzir o índice de alunos que abandonam a escola de 8,4% para 6%. A taxa atual é de 6,5%. Este foi o indicador que mais se aproximou da meta.

No que diz respeito à Reprovação, a meta além de não ser atingida, ainda piorou muito. Subiu de 9,3% (2004) para 17,6% em 2007, quando a meta estabelecida visava reduzir a Reprovação para 7%.

As novas metas foram revistas depois de nenhuma delas ter sido atingida no período que abrangeu três anos da gestão de Geraldo Alckmin e um do governo Serra, ambos do PSDB, partido que administra o Estado de São Paulo desde 1995 , impondo uma suscessão de políticas Neoliberais na Educação Pública.

Em nota, a secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que as metas estão mais moderadas agora porque a situação atual é "diferente" da de 2004. Ela disse que, "além de procurar aumentar as taxas de aprovação e reduzir as de reprovação e abandono, a secretaria vem investindo em melhorar a qualidade da aprendizagem" (FOLHA ON-LINE 17/07/2008)

Mas, a verdade é que muito pouco vêm sendo feito pela atual secretaria. As medidas adotadas pela atual secretária Maria Helena de Guimarães Castro, pouco diferem das medidas (neoliberais) adotadas nas Gestões anteriores, tais como a (ditadura) de Rose Neubauer e a (pedagogia do afeto) de Gabriel Chalita. Políticas Neoliberais, que nada mudaram a realidade estrutural da Escola Pública.

A Equação Neoliberal é simples. Menos investimentos + Baixos Salários. E ainda querem obter bons resultados com essa formula?

As políticas Neoliberais também não melhora a realidade social de camadas da população que freqüentam as salas de aula das Escolas Públicas Paulistas. Assim, sem emprego, com fome, vivendo a violência das periferias, e com péssimas condições de perspectivas de vida, como esses alunos poderão permanecer na Escola? Como, com essa realidade social diminuir os índices de Evasão e Repetência?

Para mudar a Educação Pública é preciso investir mais em infra-estrutura: equipar as escolas com verdadeiros laboratórios de informática e de Ciências; ampliar o acesso às bibliotecas, que algumas escolas têm mas permanecem fechadas por não ter funcionários preparados; reduzir o número de alunos por sala de aula, há escolas com salas superlotadas, com mais de cinquenta alunos, sem condições estruturais, faltam ventiladores, iluminação adequada, há escolas com vidros quebrados, quadros negros em péssimas condições. Dessa forma, o que a Escola Pública pode oferecer aos seus alunos?

O descaso dos alunos pela escola só reflete o descaso do Poder Público pelo bem Público. E essa relação precisa mudar.

Outro fato. Para a qualidade do Ensino melhorar é preciso investir também em recursos humanos, isto é, no Professor. Este, precisa ser valorizado, ter um salário mais digno e uma jornada menos estafante, para que o docente possa se manter "atualizado" ter acesso ao conhecimento, ler mais, e se preparar para poder dar boas aulas que estimulem os alunos. É necessário um "novo plano de carreira" e um sistema de Dedicação Exclusiva para os Professores.

Enquanto continuar as políticas Neoliberais, que está interessada apenas em estatísticas e em reduzir os gastos do Estado; nada, absolutamente nada irá mudar! Vai entrar Secretária e sair Secretária, e tudo vai continuar igual, isto se não piorar! Basta ver as estatísticas que o PSDB tanto adora. Dos quatro índices estabelecidos no "plano Plurianual" de Geraldo Alckmin, três deles tiveram retrocessoe apenas um chegou próximo da Meta.

E isso para mim, não é surpresa alguma. É apenas a consêquencia da equação Neoliberal na Educação Pública de São Paulo.

É preciso derrubar a Política Neoliberal implantada. Só assim, poderemos ter algum avanço na Educação e em seus índices.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Geografia e Mapas - mudança de relação ou continuísmo?


O Ensino Tradicional da Geografia sempre se confundiu com a confecção (exagerada) de mapas. Basta perguntar para muitos alunos e ex-alunos o que é a Geografia, e quase inevitavelmente surge a resposta, "Geografia é o estudo dos mapas". Uma visão genérica e simplista da Geografia, que tem por objeto de estudo o Espaço Geográfico e por objetivo compreender as relações da Natureza e da sociedade com Espaço no qual vivemos.

Essa visão reducionista da Geografia pelos alunos, deve-se, contudo, a forma como a Geografia sempre fora ensinada nas Escolas.

O mapa, é apenas uma ferramenta pois é a representação do Espaço. O mapa traz informações relevantes e fundamentais para se estudar Geografia e fundamental para compreender o mundo e as interações entre "Espaço-Sociedade-Natureza" (e isso é indiscutível).

Mas, o Ensino Tradicional da Geografia sempre usou e "abusou" dos Mapas. Muitos professores usam os mapas apenas para ilustrar a aula, um determinado tema ou assunto; e pedem aos alunos para "desenhar e colorir mapas", como forma de se estudar Geografia e assim, decorar informações. Hoje, acredito que é preciso e necessário mudar essa relação do ensino de geografia com os mapas. Sei que isso não é uma tarefa fácil.

Os Mapas trazem muitas informações, e dessa forma, é muito melhor e mais útil ensinar aos alunos a "Ler e a Interpretar os Mapas" ao invés de apenas "desenhar e colorir". Há diversos recursos hoje que permitem isso. Basta apenas, nós, professores de Geografia, mudar de postura, e mudar essa relação, tão "Tradicional" do Ensino de Geografia.

A mudança é necessária para transcender esse tipo de "ensino de geografia", ou continuaremos relegando a Ciência Geográfica está posição que se confunde com a Cartografia, e que não vai atrair os alunos para estudos e leituras profundas sobre os temas de relevância de nossa disciplina.

domingo, 13 de julho de 2008

Chile: Professores e Estudantes continuam mobilizados.


No Chile, mesmo sob forte repressão dos "carabineiros", policiais da Era Pinochet, os professores e os estudantes continuam mobilizados e seguem firmes na Luta. Nos últimos meses, ocuparam as ruas da capital chilena e de outras cidades país afora, ocuparam escolas e lutam contra a Lei Geral da Educação (LGE), que irá proporcionar as escolas particulares mais força e privilégios, e enquanto isso, as escolas públicas seguem sucateadas.

São medidas neoliberais do governo de Bachelet, sem dúvidas. É preciso mesmo resistir. Não aceitar essas medidas.

E os estudantes, são a vanguarda das manifestações na chamada "Revolução dos Pinguins", fato que resgata a luta histórica da juventude pelo mundo.

Só a Luta muda a Vida!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Entenda Melhor a Sindrome de Burnout

O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse, consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.

Tal síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores).

A Síndrome de Burnout é definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e estressante com o trabalho. É caracterizada pela ausência de motivação ou desinteresse; mal estar interno ou insatisfação ocupacional que parece prejudicar, em maior ou menor grau, a atuação profissional de alguma categoria ou grupo profissional.

É apresentada como formas de condutas negativas, como por exemplo, a deterioração do rendimento, a perda de responsabilidade, atitudes passivo-agressivas com os outros e perda da motivação, onde se relacionariam tanto fatores internos, na forma de valores individuais e traços de personalidade, como fatores externos, na forma das estruturas organizacionais, ocupacionais e grupais. Podemos dizer que é uma resposta ao estresse ocupacional crônico.

A Síndrome de Burnout pode trazer sérias conseqüências não só do ponto de vista pessoal bem como institucional; é o caso do absenteísmo, da diminuição do nível de satisfação profissional, aumento das condutas de risco, inconstância de empregos e repercussões na esfera familiar.

Alguns autores a define como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, onde se destacam a exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).

Inicialmente, a síndrome foi observada em profissionais que estavam predominantemente em contacto interpessoal mais exigente, tais como, médicos, psicanalistas, carcereiros, assistentes sociais, comerciários, professores, atendentes públicos, enfermeiros, funcionários de departamento pessoal, telemarketing e bombeiros. Atualmente as observações já se estendem a todos profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam e/ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas a avaliações.

Entre os fatores aparentemente associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout está a pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe.

A Síndrome de Burnout se difere do estresse; envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários, clientes, organização e trabalho, enquanto o estresse apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não necessariamente na sua relação com o trabalho.


Fonte: Ballone GJ - Síndrome de Burnout - in. PsiqWeb Psiquiatria Geral.

Quais são as Competências e as Habilidades do ENEM?

O que são competências e habilidades no ENEM?

A prova do Enem é elaborada com o objetivo de testar a capacidade do participante em cinco grandes competências, que podem ser assim resumidas: dominar linguagens, compreender fenômenos, enfrentar situações-problema, construir argumentação e elaborar propostas. Estas competências serão avaliadas por meio de 21 habilidades, sendo três questões para cada. Habilidade nada mais é do que o conhecimento ou talento que você tem para cumprir determinada tarefa ou, como no caso, responder a uma questão.

Competências da Prova Objetiva:

I - Dominar linguagens

Dominar a norma culta da língua portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica

O Enem quer saber até onde vai a sua capacidade para entender as várias formas de linguagem, seja um texto em português, um gráfico, uma tira de história em quadrinhos ou fórmulas científicas. Você tem de demonstrar que conhece e entende os códigos verbais e não-verbais. Pode ser até mesmo na forma de uma equação de física.

II- Compreender fenômenos

Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos históricos-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas

Esta competência reúne diversos conhecimentos e uma mesma questão pode envolvê-los todos ao mesmo tempo. Você terá que saber os conceitos que lhe foram passados pelos professores e pelos livros. Mas isso não quer dizer que você tenha que decorar conceitos, mas deve ser capaz de reconhecê-los. Para entender os fenômenos naturais, processos históricos-geográficos, produção tecnologia e manifestações artísticas, você precisa dominar a competência I, ou seja, saber ler diversas linguagens que transmitem o conhecimento sobre o fenômeno. Uma competência leva à outra.

III - Enfrentar situações-problema

Selecionar, organizar, relacionar e interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações problemas

Depois de dominar a linguagem e compreender os fenômenos, você precisa ter competência para solucionar uma questão ou um problema. Ou seja, saber encontrar a resposta certa depois de entender o que se pede (dominar a linguagem) e ter informações sobre aquele fenômeno (compreender fenômenos).Você faz isso quando responde a uma questão de matemática ou quando resolve um problema de física.

IV - Construir argumentação

Relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente

Competência fortemente presente na redação, valoriza a capacidade de argumentação. Ou seja, conhecer um assunto ou um tema, assumir uma posição e defender uma idéia. Para convencer outras pessoas a compartilhar seus pontos de vista, é necessário ter argumentos sólidos, inteligentes, bem fundamentados e conhecimento firme do tema que está sendo discutido.

V - Elaborar proposta

Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para a elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural

O Enem quer saber se você é capaz de opinar e propor soluções para o cotidiano e a vida real. É nesta competência que você demonstra a sua cidadania. Você precisa ter idéias, dar opiniões e sugestões sobre como tornar o mundo melhor, com relação ao meio-ambiente, o desemprego, a pobreza e outros problemas sociais.

As Competências na Redação.

Na redação, o participante deve demonstrar domínio das mesmas competências apresentadas para a prova objetiva. Mas elas são propostas de uma forma especial.

I- Demonstrar domínio da língua culta: você deve usar a norma-padrão da língua portuguesa, que é o registro adequado para um texto formal como a dissertação. Serão examinadas concordância das palavras, regência, pontuação, flexão, ortografia e pontuação.

II- Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos de várias áreas do conhecimento para desenvolver um tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo: para construir seu texto, você pode buscar informações em todas as áreas do conhecimento, desde que não fuja da proposta. Feita a seleção de dados, é hora de construir relações entre os conceitos, interpretá-los e, assim, montar sua dissertação.

III- Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista: o que conta não é a quantidade de informações, mas a qualidade. Você deve buscar informações em seu repertório de conhecimento e só usar o que é interessante para abordar o tema.

IV- Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação: esta competência se relaciona à defesa do seu ponto de vista de forma articulada, baseado em argumentos fortes e consistentes.

V- Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, demonstrando respeito aos direitos humanos: você deve pensar em propostas inteligentes para lidar com o tema abordado e apresentá-las de forma clara e convincente. O foco principal é o respeito aos valores humanos.

FONTE: Inep

O que é Avaliado no ENEM?

A Prova

Para a elaboração da prova do Enem, constituída de uma parte objetiva e uma redação, é utilizada uma matriz de competências. Neste caso, a palavra competência está ligada à capacidade do estudante, entre outras coisas, em dominar a norma culta da Língua Portuguesa, compreender fenômenos naturais, enfrentar situações-problema, construir argumentações consistentes e elaborar propostas que atentem para as questões sociais. A cada competência corresponde um conjunto de “habilidades”, que seriam a demonstração prática dessas competências.

Parte Objetiva

Quem já fez ou teve contato com a prova objetiva do Enem percebe que se trata de uma avaliação diferente. Isso porque as 63 questões do Exame não favorecem a decoreba, não oferecem pegadinhas, nem exigem macetes.

A prova do Enem é interdisciplinar, ou seja, ao contrário de muitos vestibulares, não é dividida por disciplinas, mas procura reunir conhecimentos de diversas áreas em uma mesma questão, relacionando-os.

O Exame avalia a sua capacidade em resolver situações-problema. Esta é outra das suas particularidades. Entendida como uma forma de aprendizagem, a situação-problema propõe interação com a questão e a reflexão sobre ela. É por esta razão que os conceitos decorados e macetes, técnicas comuns em cursinhos pré-vestibulares, não ajudam muito. O que conta é o conhecimento adquirido na vida escolar e no dia-a-dia.

Redação

A proposta de redação do Enem é baseada em diferentes textos e linguagens que tratam de temas atuais e nacionais. Estes textos estimulam a reflexão e a avaliação a respeito dos argumentos, informações, fatos e opiniões que apresentam. A partir dessa análise, o participante do Enem deve criar um novo texto argumentativo-dissertativo, onde apresente seu ponto de vista.

FONTE: INEP

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Saúde do Professor - Sinal de Alerta!

Texto Escrito por Carlos Ramiro de Castro, Ex-Presidente da Apeoesp. O texto foi escrito em 20/04/2007.

E nada mudou...

Os neoliberais brasileiros possuem mais do que tentáculos na chamada grande imprensa brasileira. Os jornalões estão mergulhados de corpo e alma na defesa do "Estado mínimo" e têm se esforçado ao máximo em interferir na opinião pública para defendê-lo. Quem mais sofre com a política neoliberal – levada a cabo em nosso Estado pelo PSDB – são as áreas de saúde e de educação públicas. Nos últimos meses, matérias e artigos têm tentado descaracterizar as reivindicações dos professores e professoras por melhores condições de trabalho e por melhores salários. Economista com pós-graduação nos EUA, Gustavo Ioschpe é um destes tentáculos, que encontra eco, por exemplo, na revista "Veja". Em artigo publicado em março naquele periódico, Ioschpe afirma, sem provar e sem qualquer constrangimento, que os professores recebem salários superiores à média nacional, e chega a dizer que a jornada dos professores – média de 40 horas semanais – é mais "leve" que a dos demais trabalhadores brasileiros. Uma afronta!

Na sua trajetória em defesa da Escola Pública e dos direitos dos interesses da categoria, a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) tem dedicado especial atenção à saúde dos professores e das professoras.

Resultado de uma pesquisa sobre a saúde do professor realizada entre os delegados e delegadas presentes ao XIX Congresso Estadual da APEOESP, ocorrido em novembro de 2003, e que agora está sendo publicada no livro Saúde dos Professores em Questão, desmente as desinformações do sr. Ioschpe.

Os dados da pesquisa, em geral, confirmam uma realidade que professoras e professores conhecem, mas que as autoridades insistem em desprezar: o trabalho dos docentes, tal como está sendo desenvolvido hoje, está deixando muitos profissionais doentes ou suscetíveis a várias doenças. Dos 1.626 professores paulistas que responderam ao questionário, 80% queixaram-se de cansaço, 61% de nervosismo, 55% de ansiedade, 44% de angústia. Mais alarmante ainda é o dado de que quase metade (46,2%) destes professores teve o estresse como diagnóstico médico confirmado. Os dados demonstram que a saúde dos professores está em sinal de alerta. E, que ao lado dos problemas da voz, o estresse parece constituir o maior problema de saúde desta categoria de trabalhadores.

A pesquisa nos dá uma pista sobre a origem do mal que aflige atualmente a classe. A superlotação de aula – a grande maioria leciona para classes com mais de 36 alunos – aliada à preocupação com os alunos, quer por sua situação social, o baixo rendimento e a precariedade de vínculos empregatícios de grande número de professores, são geradores de sofrimento.

O estudo que está sendo lançado pela APEOESP pretende integrar posteriormente um projeto maior de pesquisa com o propósito de diagnosticar o perfil da carreira docente e a obtenção de mais uma ferramenta para a busca de soluções para os problemas que os professores vêm enfrentando no cotidiano.

domingo, 6 de julho de 2008

Cerca de 20 mil professores aprovam a manutenção do estado de greve

Cerca de 20 mil professores aprovam a manutenção do estado de greve
Reunidos em assembléia na Praça da República, em frente ao prédio da Secretaria da Educação, cerca de 20 mil professores aprovaram a suspensão da greve e manutenção da mobilização em defesa dos direitos da categoria.
Todos os presentes foram unânimes em considerar o movimento grevista uma grande demonstração de força e organização da categoria na defesa de seus direitos e da qualidade da escola pública. A greve obrigou o governo estadual a comparecer em audiência de negociação instaurada pelo Tribunal Regional do Trabalho. Além disso, obrigou-o também a apresentar propostas referentes às reivindicações da categoria. Até a decretação do movimento, o governo e a secretaria ignoravam a pauta dos professores.
Audiência no Tribunal Regional do Trabalho
A greve dos professores é um direito legítimo garantido pela Constituição Federal. A legitimidade garantiu a abertura de negociação perante o Tribunal Regional do Trabalho. A primeira audiência ocorreu nesta sexta-feira, 04, às 15 horas, com a presença da APEOESP e representantes da Secretaria da Educação.
Durante a audiência, ficou acertado em termo, assinado por ambas as partes, que os professores poderiam suspender a greve, desde que o governo pagasse os dias parados, instituísse um calendário de reposição e abrisse um processo de negociação sobre a questão salarial, o cumprimento da data-base, a revogação do Decreto 53037 e da Lei 1041, e os demais itens da pauta.
Diante desta possibilidade, os professores, em assembléia, aprovaram a suspensão do movimento e a manutenção do estado de greve. Caso o governo não cumpra a sua parte, conforme determinação do TRT, desrespeitando o processo de negociação, os professores voltarão à greve. Conforme trecho contido no termo de audiência, “(...) a Procuradoria Geral do Estado se comprometeu a encaminhar ao governador do Estado de São Paulo a proposta da Apeoesp, até o dia 08/07/2008, devendo comunicar a entidade até o dia 10/07/2008.
Representantes da Apeoesp afirmaram, ainda, que se o prazo acordado não for cumprido, a greve será retomada.
Diante do Vice-Presidente Judicial Regimental Desembargador Carlos Francisco Berardo, que conduziu a audiência, as partes reafirmaram seu compromisso de prosseguir as negociações sobre os demais temas em pauta.”Além disso, o descumprimento por parte do governo levará ao acionamento do TRT para o julgamento do dissídio coletivo.